Fama
Cantor baiano, que morreu justamente no dia 13 de outubro, era apoiador de Jair Bolsonaro e conhecido por suas críticas ao PT, partido identificado pelo número 13
Um detalhe no convite para a missa de sétimo dia do cantor baiano Netinho chamou a atenção e provocou repercussão nas redes sociais. Em vez de escrever que o artista morreu no dia 13 de outubro, a publicação divulgada em seu perfil oficial utilizou a expressão “12+1/10/2026”.
A substituição do número 13 foi associada ao posicionamento político do cantor, que era apoiador declarado do ex-presidente Jair Bolsonaro e crítico do Partido dos Trabalhadores (PT), cujo número eleitoral é justamente o 13.
O curioso é que o próprio Netinho já tinha o hábito de substituir o número 13 por “12+1” em suas publicações nas redes sociais, como forma de demonstrar sua oposição ao partido.
A escolha no convite foi interpretada como uma maneira de preservar esse costume do artista. Entretanto, não foi divulgada uma explicação oficial da família sobre a decisão.
Netinho morreu no dia 13 de outubro, aos 60 anos, em Salvador, após complicações de um linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que atinge o sistema linfático.
A missa de sétimo dia foi realizada na segunda-feira, 19 de outubro, ao meio-dia, na Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador.
Conhecido nacionalmente pelo sucesso “Milla”, Netinho também participou de manifestações de apoio a Bolsonaro e chegou a disputar uma vaga de deputado federal pelo PL em 2022, mas não foi eleito.
O episódio ganhou repercussão justamente pela coincidência entre a data da morte do cantor e o número que ele costumava evitar em suas manifestações políticas.