A Polícia Federal (PF) avalia solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio de bens e valores e a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL) após sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. As medidas estão sendo consideradas depois que o parlamentar deixou o país apesar de uma determinação judicial relacionada à entrega de seus passaportes.
Segundo informações divulgadas pelo Diário do Centro do Mundo (DCM), com base em apuração do jornal O Globo, o bloqueio patrimonial seria uma forma de pressionar o senador a retornar ao Brasil. A investigação está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Flávio é investigado em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets. O advogado e empresário Willer Tomaz também é investigado no caso.
PF considera medidas mais rigorosas
Antes da saída do senador, a Polícia Federal havia alertado o STF sobre o risco de ele deixar o território nacional. Inicialmente, os investigadores sugeriram medidas cautelares, como a entrega dos passaportes e a proibição de contato com Willer Tomaz, em vez de solicitar imediatamente a prisão preventiva.
Após a viagem, a possibilidade de pedir a prisão do parlamentar voltou a ser considerada. A PF também realizou diligências para rastrear o trajeto utilizado por Flávio para deixar o país.
O bloqueio de bens em análise segue uma estratégia semelhante à adotada contra Willer Tomaz. No caso do advogado, uma decisão judicial determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além da indisponibilidade de bens móveis e imóveis até o limite de R$ 6 bilhões.
Até a publicação das informações, porém, não havia confirmação de que a PF tivesse formalizado os pedidos de bloqueio patrimonial e prisão preventiva contra Flávio. As medidas dependem de solicitação oficial e de decisão das autoridades competentes.
Prisão pode levar caso à Interpol
Caso a prisão preventiva seja decretada, as autoridades poderão solicitar a inclusão do nome do senador na difusão vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar pessoas procuradas internacionalmente e solicitar sua detenção provisória, conforme a legislação aplicável.
A inclusão não significa prisão automática em outro país. A execução de eventual medida dependerá das regras internacionais e da atuação das autoridades responsáveis no local onde o senador estiver.
A permanência de Flávio nos Estados Unidos também pode dificultar a aplicação imediata de medidas judiciais brasileiras. Mesmo fora do país, entretanto, o parlamentar continua sujeito às investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal.
O caso segue em andamento, e os próximos desdobramentos dependerão das medidas que a Polícia Federal apresentar e das decisões do STF.
Com informações do DCM