O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que não pretende se arrepender de suas decisões políticas. Em uma publicação nas redes sociais neste domingo (1º), diretamente dos Estados Unidos, o parlamentar alegou ser vítima de perseguição judicial e fez declarações envolvendo suas filhas.
“Não serei alvo de um juiz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta”, escreveu Flávio.
A declaração foi publicada em uma nota intitulada “Nota ao Brasil”, na qual o senador também justificou sua saída do território brasileiro e criticou as medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Flávio afirmou que recebeu a intimação da Polícia Federal cerca de 12 horas depois da decisão judicial, quando deixava a residência do pai, Jair Bolsonaro. Segundo ele, a situação teria ocorrido diante do ex-presidente, que estaria emocionado com a possibilidade de mais um afastamento familiar.
O parlamentar também questionou a atuação do Judiciário e classificou as medidas impostas contra ele como perseguição política. Na publicação, afirmou que está nos Estados Unidos porque considera que no país consegue expressar suas opiniões livremente.
Medidas judiciais e saída do Brasil
A manifestação acontece após decisões do ministro Alexandre de Moraes relacionadas a uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.
O senador deixou o Brasil no dia 27 de outubro e chegou aos Estados Unidos acompanhado da família. A viagem ocorreu em meio às determinações judiciais envolvendo seus passaportes.
Flávio também afirmou que não se arrepende de suas atitudes durante a campanha presidencial e anunciou que pretende conceder entrevistas a veículos de comunicação brasileiros e internacionais nos próximos dias.
Até a publicação da reportagem, não havia decisão judicial autorizando busca e apreensão na residência do senador. O próprio ministro Alexandre de Moraes já havia esclarecido publicamente que não determinou nenhuma operação dessa natureza contra Flávio.
Com informações do Bnews