O deputado federal André Janones (Avante-MG) usou as redes sociais para manifestar preocupação quanto à condução do debate sobre a regulamentação das casas de apostas virtuais no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o parlamentar, causa estranhamento a composição da audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux, relator de ações que contestam medidas impostas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação às bets.
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Apelo para reversão
Após o Executivo adotar restrições ao setor, entidades esportivas recorreram ao Judiciário para reverter as decisões. Embora reconheça a legitimidade do instrumento da audiência pública para debater o tema, Janones apontou um desequilíbrio na escolha dos participantes.
Algo muito estranho está acontecendo. O presidente Lula proibiu as bets, os clubes de futebol recorreram e caiu na mão do Ministro Luiz Fux, que marcou audiência pública pra discutir o assunto. Até aí tudo ok, o estranho é que ele convidou para a audiência pública apenas os interessados nas bets: clubes de futebol , donos de bets, casas de apostas, CBF e etc. Pra se ter uma ideia do que está ocorrendo, até sexta feira nem mesmo o governo havia sido convidado, e somente depois de muita pressão chamaram o ministro da saúde e da justiça? Mas e a sociedade Civil? NADA! Como o POVO não precisa ser convidado pra ser ouvido, a primeira dama Janja estará presente, junto com o instituto Clarice, que fez um estudo fantástico sobre o impacto das bets na vida das família, a Paula Lavigne que também fez um um movimento forte junto com a classe artística contra as bets e, é claro, o nosso exército estará acompanhando tudo e denunciando qualquer manobra sorrateira para liberar a atuação das bets novamente! Um último aviso: nesse novo Brasil que se inicia, com uma comunicação digital ativa e com ruas e redes conectados, NINGUÉM NUNCA MAIS VOTA NADA ESCONDIDO DO POVO! 👍
— André Janones (@AndreJanonesMG) November 3, 2026
De acordo com o deputado, os convites teriam sido direcionados prioritariamente aos setores interessados na manutenção ou liberação das apostas — como dirigentes de clubes de futebol, proprietários de empresas do ramo, operadoras de jogos e representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A crítica central do parlamentar gira em torno da ausência ou menor representatividade de vozes divergentes ou de órgãos técnicos no encontro, levantando questionamentos sobre a pluralidade do debate promovido pela Corte.