O homem que confessou ser responsável pelo triplo homicídio ocorrido na cidade de Ilhéus, no sul do estado, foi absolvido pela Justiça, por falta de provas. A informação foi confirmada à TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia na região, nesta terça-feira (3).
Conforme a decisão, o Julgamento aconteceu no dia 8 de outubro. Cinco dias depois, o Ministério Público da Bahia (MP-BA), responsável pela denúncia contra o homem, recorreu. O caso segue sem data para nova audiência.
O g1 entrou em contato com a Defensoria Pública do Estado (DPE), responsável pela defesa de Thierry Lima da Silva, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, 41, e Mariana Bastos da Silva, 20, foram achadas mortas, com marcas de facadas, no dia 16 de agosto de 2025, em uma área de mata da Praia dos Milionários, destino turístico da região. Elas tinham desaparecido um dia antes.
O acusado foi preso logo depois e alegou ter cometido o crime sozinho, em uma tentativa de assalto. Apesar de ser absolvido, ele não foi solto, porque há contra ele um mandado de prisão preventiva pela morte do seu companheiro após uma briga por ciúmes.
O homem foi investigado por quatro meses, após a Polícia Civil (PC) pedir a prorrogação do prazo por duas vezes. O inquérito só foi concluído em dezembro de 2025. Em janeiro deste ano, o MP-BA aceitou a investigação e ofereceu denúncia.
Em nota enviada na época, a PC informou que diligências de campo, análise de imagens de câmeras de segurança, exames periciais, oitivas de familiares e testemunhas, além da coleta de outros elementos, fundamentaram o indiciamento.
No entanto, conforme pontuou a decisão que absolveu Thierry, não houve prova técnica que ligasse o acusado ao crime. Vale lembrar que, apesar da confissão, os peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) já tinham destacado não ter encontrado material genético do homem nas unhas e nas partes íntimas das mulheres. Também não foi achado DNA do acusado e nem das vítimas nas três facas apreendidas após o crime.
Isso não significa que ele não participou da ação. E, segundo a Justiça, a absolvição não quer dizer que ele seja inocente, mas apenas que o Estado não conseguiu provar sua culpa.
Com informações do G1 Bahia