Psicólogo fala sobre a nova febre das redes

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Parece, mas não é! Feitos à mão por artesãs especializadas, os bebês reborn são bonecas artísticas hiper-realistas que imitam todas as características físicas de uma criança real, como textura da pele, cabelo e até o peso. Popularizadas mundialmente nos anos 1990, as bonecas custam a partir de R$ 500 e podem ultrapassar os R$ 10.000, a depender do material usado para a fabricação. Além disso, podem ser personalizados com as características desejadas pelo colecionador.

Apesar de serem conhecidos, os bebês reborn viralizaram nos últimos dias por conta de vídeos gravados por colecionadoras das bonecas. Os influenciadores mostram a rotina de cuidados maternos como trocar fraldas, colocar para dormir e até mesmo levá-los ao hospital. No “mundo reborn”, algumas artesãs incluem um enxoval com fraldas, mamadeira, chupeta, babador e uma certidão de nascimento.

Os vídeos foram alvo de críticas e reações negativas nas redes sociais, que questionam se esse comportamento é normal. De acordo com o psicólogo Guilherme Cavalcanti, que atende na Segmedic, rede de clínicas ambulatoriais do Rio de Janeiro, os bebês reborn podem ser uma ferramenta terapêutica valiosa. Eles podem servir como objeto de conforto e apoio emocional para pacientes que estão passando por situações difíceis, como luto, trauma ou estresse.

Conforto emocional

“No caso do luto perinatal, o reborn pode servir como um objeto de conforto e apoio emocional. Dessa forma, ajudar a processar emoções difíceis relacionadas à perda do bebê. Já em relação a traumas afetivos, o reborn pode ajudar a regular emoções. Ou seja, reduzir o estresse e a ansiedade associados a essas experiências, ajudando também a reduzir a sensação de isolamento e solidão”, explica.

É preciso cuidado!

Entretanto, o psicólogo afirma que quando a relação com o bebê reborn torna-se uma fuga da realidade, é preciso cuidado. Afinal, a encenação com a boneca pode ser prejudicial para a saúde mental. “Nesse caso, a pessoa pode usar a relação como uma forma de escapar da realidade. E assim, evitar lidar com problemas ou emoções difíceis, levando a uma dependência afetiva no objeto. Por isso, é necessário buscar acompanhamento psicológico nessas situações”, finaliza o especialista. Ele afirma ainda que cada paciente deve ser avaliado individualmente para determinar se o uso de bebês reborn é apropriado e benéfico para o caso.

Fonte: Terra

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