Deputada Carla Zambelli é presa na Itália após mais de um mês foragida

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Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) foi presa na Itália. Condenada a dez anos de prisão em regime fechado pela invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a parlamentar estava foragida desde o início de junho, quando saiu do Brasil semanas após a sentença do STF (Supremo Tribunal Federal).

O diretor da PF, Andrei Rodrigues, confirmou ao R7 a prisão de Zambelli nesta terça-feira (29). A defesa dela afirmou à reportagem que ela se entregou à polícia. Porém, Andrei não confirma essa informação e diz que não houve entrega.

Segundo fontes, seria uma prisão para fins de extradição, já que a Itália tem tratados nesse sentido com o Brasil. Porém como a deputada licenciada tem cidadania italiana, ela pode, no auto do registro, dar entrada no pedido para permanecer no país. Nesse caso, poderia ser liberada e aguardar o processo em liberdade.

O eurodeputado Angelo Bonelli fez uma postagem afirmando que a brasileira “está em um apartamento, em Roma. Forneci o endereço à polícia, neste momento está identificando Zambelli”, escreveu.

Em nota a PF, afirmou que a prisão ocorreu com atuação do órgão por meio da Adidância Policial em Roma, “em cooperação com autoridades italianas e a Interpol”.

“A presa era procurada por crimes praticados no Brasil e será submetida ao processo de extradição, conforme os trâmites previstos na legislação italiana e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário”, diz o documento.

O nome de Zambelli tinha sido incluído na lista de difusão vermelha da Interpol por ordem do ministro Alexandre de Moraes. Essa lista funciona como um alerta para polícias de todo mundo sobre fugitivos procurados internacionalmente.

O caso

Depois que a deputada anunciou ter saído do Brasil, o STF concluiu o julgamento contra ela pela invasão aos sistemas do CNJ e decretou o trânsito em julgado do caso, impedindo que Zambelli apresente novos recursos contra a decisão.

Com o fim do julgamento, Moraes determinou que o governo brasileiro pedisse a extradição da deputada.

Zambelli informou que deixou o Brasil para tratar questões de saúde e lutar pela liberdade de expressão.

Antes de ir para a Itália, a deputada passou pelos Estados Unidos. Zambelli alega ter cidadania italiana e acreditava estar a salvo da Justiça brasileira no país europeu.

Fonte: R7

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