João Roma reafirma que Bolsonaro é o candidato do PL e diz que qualquer outra posição será definida pelo ex-presidente

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Foto: Divulgação
Jair Bolsonaro e João Roma 08 de outubro de 2025 | 18:38

João Roma reafirma que Bolsonaro é o candidato do PL e diz que qualquer outra posição será definida pelo ex-presidente

O ex-ministro e presidente do PL na Bahia, João Roma, reafirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro é o candidato do partido ao Palácio do Planalto para a disputa eleitoral do próximo ano. Segundo Roma, qualquer outra decisão ou mudança de posição dentro da legenda será tomada exclusivamente pelo próprio ex-presidente.

“O candidato do PL a presidente da República no próximo ano chama-se Jair Messias Bolsonaro. Caberá a ele próprio definir o caminho que iremos adotar, mas nós do PL, do partido do presidente Bolsonaro, só mudamos de posição por solicitação do próprio presidente”, declarou, em entrevista à rádio Up, de Vitória da Conquista.

Durante a entrevista, Roma também criticou o que classificou como uma “perseguição política e judicial” contra Bolsonaro e sua família. Ele lembrou que o ex-presidente enfrenta prisão domiciliar e diversos processos, o que, segundo o dirigente, representa um quadro preocupante de falta de segurança jurídica no país.

“Mesmo aqueles que não simpatizam com Bolsonaro conseguem enxergar a perseguição que ele sofre. São processos de todo tipo, um verdadeiro absurdo. O Judiciário, que deveria atuar com equilíbrio, hoje está imbuído de passionalismo, de ministros muito vaidosos, de pessoas que querem rasgar para si um pedaço da Constituição e agir como se tivessem tomado conta do Estado brasileiro”, afirmou.

Roma também mencionou as sequelas deixadas pela facada sofrida por Bolsonaro em 2018, relatando que o ex-presidente enfrenta complicações de saúde que se agravam com situações de estresse como as enfrentadas recentemente. “Ele tem um soluço crônico que piora com o estresse, e vive um momento permanente de tensão, trancado em casa, sem poder sequer receber um telefonema de um amigo”, disse.

Anistia – O presidente do PL na Bahia reafirmou ainda que o partido não aceita discutir a dosimetria das penas dos presos de 8 de janeiro, defendendo apenas uma anistia ampla, geral e irrestrita. Ele criticou a diferença de tratamento entre aliados do PT e apoiadores do ex-presidente. Nesta terça-feira (7), inclusive, Roma participou de um ato pela anistia em Brasília.

“O PL já colocou com clareza sua posição: o que atende ao partido é a anistia. Não essa conversa de dosimetria. Já temos quase 500 pessoas presas, de pipoqueiro a vendedor ambulante, muitas capturadas até de forma desavisada. Enquanto isso, Dilma, Lula e José Dirceu, que participou, inclusive, de movimentos armados, foram anistiados e estão livres. É um país de dois pesos e duas medidas”, declarou.

Roma afirmou que o Brasil vive um momento de divisão e radicalização, agravado, segundo ele, por decisões que provocam insegurança jurídica. “Foi uma eleição decidida por pouco mais de 1% dos votos. E, ao invés de buscar união, o que vemos é o acirramento dos ânimos. Isso é muito ruim para o país”, pontuou.



Fonte: Política Livre

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