Líder do governo causa embaraço em reunião da CCJ que analisa caso Binho Galinha

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Foto: Política Livre/Arquivo
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Rosemberg Pinto (PT) 08 de outubro de 2025 | 16:38

Líder do governo causa embaraço em reunião da CCJ que analisa caso Binho Galinha

Uma manifestação do líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Rosemberg Pinto (PT), causou embaraço na reunião da comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que começou a analisar a legalidade da prisão do deputado Binho Galinha (Patriota) na manhã desta quarta-feira (8).

Rosemberg rememorou uma declaração do ex-presidente Adolfo Menezes (PSD), que, no final do ano passado, confessou haver desde aquela época um receio da Casa em apreciar a possibilidade de suspensão do mandato do colega. Segundo Rosemberg, aquela fala foi usada para fundamentar a decisão da prisão.

“Três fatos estão colocados. Um deles é a declaração do deputado Adolfo Menezes, que fala aqui sobre os deputados. A decisão está substanciada nisso”, disse Rosemberg durante a reunião extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisa a legalidade da prisão”, disse o petista, que não é integrante da CCJ, mas participou da reunião fazendo referência a dados do processo de Binho Galinha que estão em segredo de Justiça.

“A decisão está em segredo de Justiça, mas eu tenho a obrigação de me pautar em cima daquilo que eu li. O processo está em segredo de Justiça. A decisão foi encaminhada para a ALBA, para todos os deputados. Como eu vou me condicionar se eu não sei da decisão? Eu tenho que saber da decisão. Cada deputado tem que saber da decisão. Eu não tô fazendo juízo de valor”, disse Rosemberg.

Diante do embaraço criado, houve o requerimento para que fala do líder do governo fosse retirada das notas taquigráficas que registraram a sessão.

O primeiro momento da reunião na manhã desta quarta foi dedicado à defesa do parlamentar, representada pelo advogado Gamil Föppel. Por cerca de 30 minutos, ele sustentou que a prisão é indevida, uma vez que, segundo ele, não há amparo constitucional para prisão preventiva de parlamentares, apenas para casos em flagrante e de crimes inafiançáveis.

Às 17h os deputados voltam a se reunir para apresentar o parecer técnico que será submetido a votação secreta. O caso será examinado no plenário em uma sessão extraordinária marcada para sexta (10), às 10h.

Política Livre



Fonte: Política Livre

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