Trabalhadores poderão economizar até R$ 8 bilhões por ano com novas regras do vale-alimentação

95

O Ministério da Fazenda estima que as novas regras para o pagamento de vales-alimentação e refeição podem resultar em uma economia anual de até R$ 8 bilhões para os trabalhadores com acesso ao benefício no país. O cálculo foi divulgado um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinar o decreto nº 12.712/2025, que altera o funcionamento dos arranjos de pagamento do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e do auxílio-alimentação.

De acordo com a Fazenda, a economia média será de cerca de R$ 225 por trabalhador ao ano, impulsionada pela redução de custos e pelo aumento da competitividade entre as empresas que operam os benefícios. O governo espera que os custos menores cheguem aos consumidores por meio de preços mais acessíveis em supermercados, bares e restaurantes.

Entre as medidas estabelecidas pelo decreto, estão o teto de 3,6% para as tarifas cobradas dos estabelecimentos comerciais e o prazo máximo de 15 dias para o repasse dos valores pelas credenciadoras — empresas responsáveis pelas maquininhas. Segundo o ministério, essas mudanças reduzem os custos de intermediação e favorecem a prática de preços mais baixos sem prejuízo às margens dos comerciantes.

O texto também proíbe deságios e descontos sobre os valores contratados e impede prazos de repasse que descaracterizem a natureza pré-paga dos cartões de alimentação. Além disso, veda o uso dos recursos para finalidades não relacionadas à alimentação saudável.

Outra determinação é que arranjos de pagamento com mais de 500 mil trabalhadores adotem o modelo aberto, permitindo que diferentes instituições façam a emissão dos cartões e o credenciamento de estabelecimentos. A medida visa ampliar a concorrência e expandir a rede de aceitação dos benefícios, em modelo semelhante ao do setor de cartões de crédito e débito, regulado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) desde 2010.

Os arranjos terão até um ano para implementar a interoperabilidade entre bandeiras, o que permitirá que cartões de alimentação sejam aceitos em qualquer estabelecimento credenciado, independentemente da operadora.

Em nota, o Ministério da Fazenda afirmou que a abertura do sistema não compromete o controle e a fiscalização, que continuarão sob responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo a Secretaria de Reformas Econômicas, as mudanças consolidam um sistema de pagamentos mais eficiente, competitivo e transparente, mantendo o foco nutricional do PAT e garantindo acesso à alimentação adequada aos trabalhadores.

Com informações do O Tempo

Artigos relacionados

Últimas notícias

Agente da Transalvador diz ser de ‘facção’ durante abordagem

Foto: Reprodução/Redes Sociais Uma agente da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador),...

Últimas notícias

Estadão esculacha Flávio Bolsonaro por elo com miliciano condenado pela morte de Marielle

Um editorial publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira...

Últimas notícias

Série sobre o Banco Master e Fábio Porchat é derrubada no Instagram

A Meta retirou do Instagram o perfil oficial da série de reportagens...