MP arquiva apuração sobre o polêmico “Forrozaço na UTI” divulgado nas redes sociais

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O Ministério Público do Estado da Bahia promoveu o arquivamento da Notícia de Fato IDEA nº 003.9.283908/2025, instaurada a partir de uma comunicação anônima registrada no Sistema de Atendimento ao Cidadão do próprio MP-BA.

A apuração teve como base um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais, que mostrava a realização de uma apresentação musical no interior da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional Dom Antônio Monteiro. Nas imagens, era possível observar a presença de diversas pessoas, entre músicos e outros participantes, aparentemente sem o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados, o que gerou questionamentos quanto à segurança sanitária e ao cumprimento dos protocolos hospitalares.

Após análise dos elementos colhidos durante a apuração, o Ministério Público entendeu que não estavam presentes fundamentos suficientes para a continuidade do procedimento, razão pela qual foi promovido o arquivamento da Notícia de Fato.

O órgão destacou que o arquivamento não impede que novos fatos ou provas venham a ensejar a reabertura das investigações, caso surjam elementos relevantes que indiquem eventual irregularidade ou risco à saúde dos pacientes.

À época, o gesto de levar a cultura junina até os pacientes gerou ampla repercussão e dividiu opiniões. Para parte da população, a iniciativa representou um ato de humanização do atendimento, ao proporcionar momentos de leveza, acolhimento e esperança, com possível impacto positivo no bem-estar emocional dos pacientes internados.

Por outro lado, houve críticas quanto à adequação da iniciativa ao ambiente de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), espaço que exige controle sanitário rigoroso, limitação de acesso e observância estrita aos protocolos de segurança, não sendo considerado apropriado para a presença de aglomerações ou atividades externas ao cuidado clínico.

Para os membros da direção da empresa responsável pela administração do hospital informaram que a ação poderia ter sido realizada de forma mais restrita, com número reduzido de participantes e maior controle institucional. A administração também declarou que a pessoa responsável por autorizar a entrada do grupo seria chamada a prestar esclarecimentos, com o objetivo de apurar eventuais responsabilidades administrativas.

Por Ivan Silva

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