A audiência de instrução do processo ligado à Operação El Patrón foi realizada, na manhã desta quinta-feira, 29, no Fórum Desembargador Felinto Bastos, em Feira de Santana, a cerca de 115 Km de Salvador, e marcou o avanço da ação que envolve o deputado estadual Binho Galinha e outros investigados. A sessão ocorreu no Salão do Júri e foi conduzida pela juíza Márcia Simões.
O deputado esteve presente durante a audiência, mas não foi autorizada a captação de imagens dos réus. Pelo menos, cinco pessoas foram ouvidas. Os depoimentos fazem parte da fase de instrução processual, etapa em que são reunidas provas para esclarecer os fatos antes do julgamento. A ação apura a apreensão de armas durante a operação, além das circunstâncias em que o material foi encontrado e da possível ligação com os investigados.
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O advogado de Binho Galinha, Gamil Foppel, afirmou que o avanço do processo tem contribuído para esclarecer contradições. Segundo ele, versões construídas ao longo da investigação estariam sendo desmentidas. “À proporção que o tempo está passando, a verdade está surgindo à tona. Muitas construções artificiais estão sendo desnudadas”, declarou.
Foppel também apontou fragilidades na acusação, afirmando que fatos apresentados pela Polícia Federal para justificar prisões teriam sido posteriormente arquivados pelo Ministério Público. “O próprio MP reconheceu que não havia como provar esses fatos e promoveu o arquivamento em menos de 15 dias”, disse. A defesa afirmou ainda confiar nas decisões do Judiciário e sustenta que há irregularidades processuais que serão analisadas no momento oportuno.
Questionado sobre a possibilidade de reversão das prisões, o advogado explicou que elas não foram decretadas especificamente neste processo, mas em ações conexas. Segundo ele, não há elementos que comprometam os réus, além de ausência de fundamentação legal para as medidas cautelares adotadas.
O advogado Bender Nascimento também comentou o andamento do caso e confirmou que a audiência é um desdobramento da Operação El Patrón, relacionada à apreensão de armas durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Ele afirmou que um de seus clientes é Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e possui documentação regular do armamento apreendido. “Mesmo assim, foi ofertada denúncia contra ele”, explicou.
ainda de acordo com Bender, a fase de oitivas presenciais foi encerrada e o processo deve seguir para conclusão e sentença. A expectativa da defesa é de absolvição. “Ficou comprovado, por meio de depoimentos e documentos, que as armas estavam registradas e guardadas de forma regular”, afirmou.
Já o advogado Caio Vitor Menezes, que representa um policial militar investigado, disse que as controvérsias levantadas ao longo da investigação foram esclarecidas durante o interrogatório do seu cliente. Segundo ele, a acusação na audiência desta quinta-feira se refere à posse ou porte ilegal de munição de calibre restrito.
Menezes também mencionou outro processo vinculado à Operação El Patrón, no qual atua na defesa de outro réu, envolvendo acusações de organização criminosa e corrupção de menores. Sobre o caso do policial militar, destacou que a arma encontrada na residência estava devidamente registrada. “As munições que, em tese, seriam irregulares, foram devidamente explicadas ao juízo”, afirmou.
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As defesas avaliam que o processo é extenso e aguardam a conclusão dos trabalhos judiciais, com expectativa de esclarecimento dos fatos e absolvição dos acusados. As informações são do Acorda Cidade.