O tabuleiro político baiano teve uma das peças centrais reafirmada nesta semana. O senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, encerrou as especulações sobre um possível desembarque da base governista e confirmou que a legenda vai manter a fidelidade ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Com a decisão, o PSD descarta oficialmente qualquer possibilidade de marchar ao lado da oposição baiana na disputa pelo Palácio de Ondina.
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Ofensiva
O anúncio ocorre após um movimento de bastidores que gerou desconforto na cúpula estadual envolvendo o senador Angelo Coronel, que buscou abrir novos caminhos para a legenda, na tentativa de não ser preterido na busca pela sua reeleição, levando o debate para a esfera federal.
Uma das estratégias envolveu a recém-filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido comandado nacionalmente por Gilberto Kassab.
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Reação de Otto
A investida, entretanto, encontrou resistência em Otto Alencar. O líder pessedista justificou a manutenção da aliança com o PT como um reflexo direto do desejo das bases municipais.
De acordo com Otto, a decisão foi tomada em consonância com os prefeitos e correligionários do interior baiano, que possuem parcerias administrativas consolidadas com a gestão de Jerônimo Rodrigues.
O PSD na Bahia tem lado, e esse lado é o do trabalho que estamos realizando com o governador Jerônimo. Ouvimos nossos prefeitos e a decisão é pela continuidade e unidade da base
Cenário de força
Com o maior número de prefeituras sob domínio na Bahia, a permanência do PSD no grupo petista é vista por analistas como uma vitória estratégica fundamental para o governo.
Para a oposição, a decisão pode representar a perda de um potencial aliado de peso, que traria capilaridade e tempo de TV significativos.