O espanhol Pep Guardiola é treinador do Manchester City –
Às vésperas do jogo de volta da semifinal da Copa da Liga Inglesa contra o Newcastle, que acontece nesta quarta-feira, 4, o treinador espanhol Pep Guardiola se emocionou ao comentar imagens de crianças mortas ou feridas em zonas de conflito exibidas em noticiários.
Na ocasião, o técnico do Manchester City falou com indignação sobre as guerras e crises humanitárias na Palestina, Ucrânia e Sudão, além de recentes tiroteios envolvendo agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE), nos Estados Unidos.
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“Nunca, em toda a história da humanidade, tivemos a informação tão diante dos nossos olhos, vendo de forma mais clara do que agora: genocídio na Palestina, o que aconteceu na Ucrânia, o que aconteceu na Rússia, o que acontece em todo o mundo, no Sudão, em todos os lugares”, afirmou Guardiola a jornalistas nesta terça-feira, 3.
“São problemas nossos, como seres humanos. Existe alguém que veja essas imagens do mundo inteiro e não seja afetado? Hoje nós podemos ver. Antes, não podíamos.”, acrescentou ele.
Essa, no entanto, não foi a primeira vez que ele se posicionou publicamente sobre os temas. No último final de semana, o treinador chegou a faltar à entrevista coletiva antes do empate por 2 a 2 do City com o Tottenham após participar de um evento beneficente em Barcelona, sua cidade natal, no qual fez um discurso em apoio às crianças palestinas.
O treinador espanhol tem se posicionado publicamente em defesa de civis afetados por guerras e crises, mesmo diante de críticas de que deveria se limitar a falar apenas de futebol.
Ainda assim, ele afirmou que continuará se manifestando sobre questões humanitárias por se sentir profundamente “machucado” pelo sofrimento imposto às vítimas de conflitos ao redor do mundo.
Guardiola concluiu dizendo que usará qualquer espaço que tiver para tentar contribuir com uma sociedade melhor: “Por isso, em qualquer posição em que eu possa ajudar falando, para sermos uma sociedade melhor, eu vou tentar e estarei lá. Do meu ponto de vista, a justiça? É preciso falar.”