O Programa Bahia Sem Fome, principal política pública do governo do estado voltada ao combate à insegurança alimentar, terá reforço de R$ 800 mil no Orçamento de 2026. A informação consta em decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta sexta-feira, 6.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) autorizou a abertura de crédito suplementar para aprimorar a gestão do programa e ampliar ações como as cozinhas comunitárias do projeto Comida no Prato.
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Convênios com municípios
Além do crédito suplementar, o Diário Oficial do Estado também publicou novos convênios firmados no âmbito do programa, por meio da Casa Civil.
Os acordos foram celebrados com o município de Capim Grosso, no norte da Bahia, após chamamento público, para a execução do projeto Comida no Prato, que atua com cozinhas comunitárias municipais.
- Convênio nº 11/2026: prevê repasse estimado de R$ 579,6 mil;
- Convênio nº 17/2026: estabelece repasse de R$ 869,4 mil.
Ambos os convênios têm vigência de 12 meses e visam fortalecer a rede de equipamentos públicos de combate à fome no município.
Bahia Sem Fome: do emergencial à política permanente
Criado em 2023, o Bahia Sem Fome se consolidou como a principal política pública estadual voltada para a erradicação da fome e a promoção da segurança alimentar.
Inicialmente emergencial, o programa passou a integrar uma estratégia de longo prazo, articulando diferentes áreas do governo estadual.
Entrega de cestas básicas
Avanços e desafios no combate à fome
Em dois anos, o Programa Bahia Sem Fome reduziu em 50% o índice de pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar na Bahia.
Mais de 1,3 milhão de pessoas deixaram a condição de insegurança alimentar severa.
Investimentos
Em conversa recente com o Portal A TARDE, o coordenador-geral do programa, Tiago Pereira, afirmou que, entre 2023 e 2025, o governo da Bahia investiu R$ 5 bilhões em ações de combate à fome e à pobreza.