O problema não está na substância (café ou chá) em si, mas na temperatura –
Mesmo com as altas temperaturas do verão, muitos brasileiros não abrem mão de um café ou chá fumegante. No entanto, o que parece um hábito inofensivo pode esconder um perigo severo.
Estudos científicos publicados em revistas renomadas, como a Nature, confirmam que o consumo frequente de bebidas muito quentes está diretamente associado a um risco aumentado de desenvolver câncer de esôfago.
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A preocupação começou a ganhar corpo em 2016, após pesquisas na China e no Irã, países com forte tradição em chás e alta incidência da doença.
Recentemente, um estudo realizado no Reino Unido revelou dados impressionantes: pessoas que consomem quatro ou mais xícaras de líquidos em temperaturas elevadas por dia possuem um risco 2,5 vezes maior de sofrer com a patologia.
Como o calor afeta o organismo?
O problema não está na substância (café ou chá) em si, mas na temperatura. A passagem repetida de líquidos escaldantes pelo canal alimentar causa danos térmicos ao revestimento epitelial.
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Esse processo agressivo enfraquece a camada protetora do esôfago, tornando o órgão muito mais vulnerável a outros fatores agressores, como o refluxo ácido.
Vale destacar que, até o momento, não há evidências claras ligando o calor das bebidas ao câncer de estômago ou garganta, sendo o esôfago o ponto de maior vulnerabilidade.
Dicas para consumir com segurança
Para quem não abre mão da sua bebida favorita, especialistas recomendam medidas simples de mitigação:
- Espere esfriar: Aguarde alguns minutos ou dê a famosa “sopradinha” antes do primeiro gole.
- Pequenos goles: Reduza o impacto térmico imediato consumindo quantidades menores por vez.
- Moderação: Tente manter o consumo abaixo de quatro xícaras diárias, especialmente se a bebida estiver em temperaturas muito altas.
A prevenção continua sendo a melhor ferramenta. Ao deixar sua bebida atingir uma temperatura morna, você protege o revestimento do seu esôfago e mantém o prazer do hábito sem colocar sua vida em risco.