Atualização do CadÚnico pode acelerar concessão do Bolsa Família
Milhões de famílias aguardam mensalmente a aprovação no Bolsa Família. A orientação para reduzir o tempo de espera é manter o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) atualizado e com todas as informações corretas, já que é a partir desses dados que o governo federal realiza a análise e autoriza a entrada no programa.
O Bolsa Família é o principal programa de transferência de renda do país e atende famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. A inscrição no CadÚnico é requisito básico, mas a regularidade, a precisão e a atualização das informações são fatores determinantes para a concessão do benefício.
Cadastros desatualizados podem dificultar o cruzamento de dados feito pelo governo, atrasando a comprovação da situação de vulnerabilidade. Informações incompletas ou divergentes também podem provocar demora na análise e aumentar o risco de bloqueio ou cancelamento do benefício, mesmo após a aprovação.
A gestão do programa é federal, mas a execução ocorre nos municípios, principalmente por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), onde as famílias realizam a inscrição e a atualização do CadÚnico. Mudanças de endereço, renda, composição familiar ou escola das crianças devem ser informadas para evitar pendências.
O programa prevê renda mínima para despesas essenciais e está integrado a políticas públicas de educação, saúde e assistência social. Entre as exigências estão frequência escolar de crianças e adolescentes, atualização da carteira de vacinação, acompanhamento pré-natal para gestantes e monitoramento do desenvolvimento infantil.
Além do valor base, o Bolsa Família paga benefícios adicionais de R$ 50 para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos, gestantes e nutrizes. Atualmente, esses pagamentos complementares atendem cerca de 13,7 milhões de jovens, 625 mil gestantes e 375 mil nutrizes, com investimento superior a R$ 706,7 milhões.
Em janeiro, o programa contemplou grupos prioritários, entre eles 247,7 mil famílias indígenas, 289,3 mil quilombolas, 397,2 mil catadores de material reciclável, 253,8 mil pessoas em situação de rua, 56,5 mil resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 56 mil com crianças em situação de trabalho infantil.
A maioria dos responsáveis familiares é composta por mulheres, que representam 84,4% do total, somando 15,8 milhões. Pessoas pretas e pardas correspondem a 73,25% dos beneficiários, totalizando cerca de 36 milhões de pessoas atendidas pelo programa.
Com informações do MIX