desfile histórico agita a segunda-feira de Carnaval

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Desfile da Mudança do Garcia agitou as ruas do bairro do Garcia no último ano –

O bairro do Garcia recebe nesta segunda-feira, 16, o tradicional desfile da Mudança do Garcia, que faz parte das celebrações que animam o Carnaval de Salvador para além dos populares Circuitos Dodô (Barra-Ondina) e Osmar (Campo Grande).

O desfile está previsto para começar a partir das 15h30, segundo a Prefeitura de Salvador, no final de linha do bairro do Garcia e segue até o Circuito Osmar. No entanto, foliões devem se reunir na região desde o período da manhã.

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Desde 2015, o trajeto entre o bairro do Garcia e o Campo Grande é chamado de Circuito Riachão, que homenageia o sambista baiano Clementino Rodrigues, que nasceu no bairro do Garcia e era conhecido pelo apelido de Riachão. O artista construiu uma carreira de sucesso e se consolidou como um dos maiores nomes do Samba no Brasil, falecendo em março de 2020.

Desfile histórico

A Mudança do Garcia é um tradicional bloco de protesto e irreverência do Carnaval de Salvador, que surgiu na década de 1920 no bairro do Garcia como um movimento “anti-sistema”. Inicialmente, o bloco foi chamado “Arranca-Tocos”, já que os moradores tinham que arrancar tocos de madeira restantes das árvores das fazendas do local.

Com o tempo, o movimento passou a ser chamado de Faxina do Garcia porque “levava todo mundo” quando passava. Além disso, a região precisava ser “faxinada” após o evento, já que a poeira das ruas de barro invadia as casas.

Por volta da década de 1950, com o calçamento das ruas, o evento passou a ser chamado de Mudança do Garcia, nome que teria sido uma sugestão do então vereador Herbert de Castro.

Desde sua criação, o bloco é conhecido por focar na resistência popular e na política, mantendo o espírito dos carnavais antigos. Atualmente, A Mudança do Garcia continua sendo uma das manifestações mais autênticas e políticas da cultura baiana.

Lucas Cerqueira, de 21 anos, morador do bairro do Garcia, conta sua ligação afetiva com o evento, além de reconhecer a importância cultural do bloco para a capital baiana.

“Eu me sinto muito orgulhoso de morar aqui no Garcia. Eu moro aqui há 11 anos, a mudança me fez entender um pouco da história do próprio bairro, é um bairro que tem muita ligação com o samba”, declarou ele.

“Esse ano faz 110 anos que o samba foi criado. E é uma coisa mais local, mas que é muito tradicional, muito respeitada. Então, acho que até para a própria identidade do bairro, eu acho muito importante. E eu me sinto muito feliz em fazer parte disso”, concluiu ele.



Fonte: A Tarde

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