Entre os dias 12 e 17 de fevereiro, o Plantão Integrado dos Direitos Humanos monitorou 437 incidentes durante o Carnaval de 2026 em Salvador, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 18 pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH). A pasta coordena o que é considerado o maior serviço estadual de proteção de direitos em festas populares do país, em parceria com a Pontos Diversos. O balanço oficial ainda será finalizado em até 30 dias.
Do total de ocorrências, metade foi classificada como possível crime, enquanto 30% se referem a violações de direitos e 20% a situações de vulnerabilidade social. O circuito Barra/Ondina concentrou a maior parte dos registros, com 52% dos casos.
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Entre as situações mais recorrentes, o trabalho infantil se destacou, com 118 registros, principalmente envolvendo crianças negras que acompanhavam vendedores ambulantes. Além disso, foram identificadas 56 situações de crianças e adolescentes em contexto de vulnerabilidade.
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Entre os crimes registrados, destacam-se 58 ocorrências de violência física, 27 crimes sexuais e 29 casos de trabalho indecente, além de episódios de racismo, LGBTfobia e violência institucional. Mulheres negras aparecem como principais vítimas nos casos de violência física e sexual.
Com mais de 40 instituições e cerca de 200 profissionais mobilizados, o Plantão atuou em postos fixos e equipes volantes nos circuitos. Entre os destaques estão a Patrulha Inclusiva e identificação de pessoas surdas, que somam mais de 100 atendimentos. Com recorde de 601 crianças acolhidas pelo programa Salvador Acolhe, mais de 22 mil pulseiras também foram distribuídas para o público infantil.O Procon realizou 43 fiscalizações durante a festa.
Segundo a SJDH, os dados reforçam que o Plantão vai além do atendimento emergencial e orienta ações estruturantes ao longo do ano, consolidando um modelo de Carnaval que alia celebração, proteção de direitos e formulação de políticas públicas.