O teto de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi reajustado para R$ 8.475,55 em 2026. O novo valor representa o limite máximo pago pela Previdência Social aos segurados que cumprem os requisitos para aposentadoria com base nas regras vigentes.
Para atingir o teto, o trabalhador precisa manter contribuições elevadas e regulares ao longo da vida profissional. Desde 1994, com a adoção da regra da média salarial, o cálculo da aposentadoria considera a média de todos os salários de contribuição registrados a partir desse período.
Requisitos para alcançar o valor máximo
Entre os principais critérios estão:
- Contribuições contínuas e altas: O benefício começa em 60% da média salarial de todas as contribuições. É possível acrescentar 2% ao ano para cada ano de contribuição que ultrapasse 20 anos, no caso dos homens, e 15 anos, no caso das mulheres.
- Longo tempo de contribuição: Um histórico contributivo entre 35 e 40 anos pode permitir que o segurado alcance até 100% da média salarial, dependendo dos valores recolhidos ao longo da carreira.
Quem tem mais chances de atingir o teto
Alguns perfis de trabalhadores têm maior probabilidade de receber o valor máximo:
- Empregados com salários elevados sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT);
- Profissionais autônomos que contribuem com base no valor máximo permitido;
- Segurados com poucas interrupções nos recolhimentos ao INSS.
Por outro lado, trabalhadores que contribuíram por longos períodos apenas sobre o salário mínimo tendem a ter benefícios limitados a valores inferiores ao teto.
Novas alíquotas em 2026
As alíquotas de contribuição ao INSS em 2026 variam conforme a faixa salarial:
- Até R$ 1.621,00: 7,5%
- De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
- De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
- De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
O entendimento das regras de cálculo e das faixas de contribuição é considerado fundamental para quem pretende se planejar e buscar o valor máximo permitido pela Previdência Social.
Com informações do MIX