Quase três décadas depois da tragédia que interrompeu uma das trajetórias mais meteóricas da música brasileira, os corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas serão exumados na próxima segunda-feira, 23. A decisão foi tomada em consenso pelas famílias, que optaram pela cremação dos restos mortais.
A informação foi divulgada pela coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
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A tragédia que parou o Brasil
O acidente ocorreu em 2 de março de 1996. A aeronave Learjet 25D que transportava a banda colidiu contra a Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo, durante uma tentativa de arremetida.
Além dos cinco músicos, morreram o piloto, o copiloto, um ajudante de palco e um segurança.
Na formação estavam Dinho (vocal), Samuel Reoli (baixo), Júlio Rasec (teclado), Sérgio Reoli (bateria) e Bento Hinoto(guitarra).
À época, o grupo vivia o auge da carreira. Em menos de um ano, havia conquistado o país com humor irreverente, mistura de estilos e letras que dialogavam com diferentes públicos. A agenda incluía shows pelo Brasil e uma viagem marcada para Portugal ainda naquela primeira semana de março.
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Velório histórico e comoção nacional
A despedida mobilizou multidões. O velório foi realizado no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos, e reuniu cerca de 30 mil pessoas.
O cortejo até o Cemitério Parque das Primaveras foi acompanhado por mais de 100 mil fãs. A comoção transformou aquele momento em uma das maiores manifestações públicas de luto da história recente do país.
Memorial vivo em Guarulhos
Com a exumação e a cremação, as famílias pretendem transformar a homenagem em algo permanente. A proposta é utilizar as cinzas como adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos.
A escolha do local carrega simbolismo: foi em Guarulhos que os músicos cresceram e deram os primeiros passos na trajetória artística que, mesmo breve, marcou gerações.