Pânico 7 mantém legado da franquia com suspense e tensão

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Ghostface retorna as telonas nos 30 anos da franquia |  Foto: Divulgação

Sete filmes, 30 anos e um legado que atravessa gerações. Poucas franquias na história do cinema podem dizer que conquistaram o mesmo que Pânico. Criada em 1996, a saga se tornou uma das maiores referências no gênero do terror e nesta quinta-feira (26) chega ao seu sétimo longa. Pânico 7 retorna mais uma vez com o icônico assassino Ghostface e mostra que uma bom universo nunca deixa de lado sua essência.

A história da sequência se desenrola na casa do primeiro longa da franquia, que agora serve como uma atração temática para quem se interessa por casos de assassinato. Tudo começa a dar errado quando um novo criminoso surge utilizando o manto do Ghostface, prometendo machucar todos que sejam próximos a Sidney (Neve Campbell), que se torna mais uma vez o principal alvo do antagonista.

A trama de alguém querendo matar Sidney ou as pessoas próximas dela pode parecer meio batida a essa altura do campeonato. O grande diferencial dessa vez está no desenvolvimento emocional da personagem com sua filha Tatum (Isabel May), que divide o protagonismo com a mãe. A relação das duas acaba enriquecendo a nova produção, trazendo uma camada de complexidade que não existia em seus antecessores.

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Sendo amplamente conhecido como o roteirista de vários filmes da franquia, Kevin Williamson assume pela primeira vez a direção. Mesmo com pouca experiência como diretor, Kevin manda bem e entrega sequências de pura tensão. A continuação conta com mortes brutais e que conseguem ser inesperadas. O mistério da identidade do assassino também tem uma excelente construção, surpreendendo o público na hora da revelação.

Assim como nas duas últimas partes da saga, o novo longa também conta com o retorno de nomes clássicos. Neve Campbell, que assume o manto de Sidney novamente, entrega uma ótima performance. Courteney Cox interpreta mais uma vez a jornalista Gale Weathers e continua sendo uma das grandes forças do elenco. Matthew Lillard, que deu vida ao Stu no primeiro longa, também volta como uma participação especial.

Pânico 7 é a prova que uma boa saga consegue resistir ao teste do tempo. Mesmo com uma trama meio repetitiva, a sequência continua entregando boas cenas de suspense e mortes impactantes.

Críticas com metalinguagem

Ao longo das décadas, a franquia Pânico se tornou consagrada pela forma como ela utiliza a metalinguagem para tecer críticas sobre o gênero do terror e seus fãs. Era comum que os próprios personagens criticassem elementos recorrentes em filmes de horror.

Dessa vez, a crítica é direcionada a maneira como o público se relaciona com crimes reais. Por ser ambientado em uma atração de terror baseada em um “assassino real”, Pânico 7 faz comentários humorados sobre como as pessoas acabam transformando em diversão algo que deveria ser desumano.

Em meio a popularidade de obras inspiradas em crimes reais, conhecidas entre o público como true crime, refletir essa conexão do público com essas obras se torna ainda mais pertinente. Dessa forma, o longa consegue usar o horror e uma certa dose de ironia para levantar questões ainda atuais.

Fonte: A Massa

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