Condenados em caso Marielle ainda recebem salário do Estado; veja valores

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Domingos Inácio Brazão e João Francisco Inácio Brazão –

Os condenados pelo homicídio da vereadora Marielle Franco seguem recebendo salários pagos com recursos públicos, mesmo após as prisões. Quatro dos réus já receberam ao menos R$ 3,8 milhões desde março de 2024.

Entre eles estão Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do crime, além do delegado Rivaldo Barbosa e do major da PM Ronald Paulo Alves Pereira.

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De acordo com os dados do levantamento feito pela CBN, Domingos Brazão recebeu mais de R$ 1 milhão desde que foi preso. Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro desde 2015, ele acumulou vencimentos mesmo afastado por decisões judiciais. Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ, recebeu cerca de R$ 1,3 milhão em salários brutos no período, continuando na folha como “afastado”.

O major Ronald Pereira, preso desde 2019 e condenado por outros crimes, também segue recebendo remuneração mensal de cerca de R$ 29 mil brutos. Desde março de 2024, seus vencimentos somam aproximadamente R$ 743 mil. Já Chiquinho Brazão recebeu R$ 572 mil da Câmara dos Deputados até perder o mandato, em abril de 2025.

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Nesta quarta-feira, 25, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou por unanimidade os acusados de mandar matar Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, assassinados em março de 2018, no Rio de Janeiro.

Condenações

Foram considerados culpados:

  • Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ — duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada;
  • João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado — duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada;
  • Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar — duplo homicídio e tentativa de homicídio;
  • Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão — organização criminosa;
  • Rivaldo Barbosa — corrupção passiva e obstrução de Justiça.

Motivação do crime

De acordo com a Procuradoria, o assassinato teve motivação política. A atuação parlamentar de Marielle Franco, especialmente em temas ligados à regularização de áreas dominadas por milícias no Rio, teria contrariado interesses atribuídos aos irmãos Brazão.

Em seu voto, Alexandre de Moraes ressaltou o caráter político do atentado e mencionou indícios de ações para encobrir o crime, classificadas como práticas típicas de milícias, incluindo tentativa de “queima de arquivo”.



Fonte: A Tarde

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