“O PSDB diminuiu de tamanho, mas voltará a crescer”, diz Carlos Muniz

11

Mesmo após perder espaço político nos últimos anos, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz, aposta que seu partido, o PSDB, vai se recuperar nas eleições de outubro. Nesta entrevista ao A TARDE, ele conta que o objetivo é aumentar as bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal — até para que, no futuro, o PSDB tenha força para concorrer nas eleições majoritárias.

“Hoje, na Bahia, temos um deputado federal e três estaduais, e vamos, no mínimo, para três federais, além de aumentar os estaduais”, diz. Sobre a eleição presidencial, Muniz criticou a candidatura imposta pelo pai de Flávio Bolsonaro e disse não acreditar em uma aliança de ACM Neto com ele. “Se a eleição ficar entre Lula e Flávio Bolsonaro, meu voto será em Lula.”

Tudo sobre Entrevistas em primeira mão!

Durante a conversa, ele falou ainda sobre os trabalhos dos vereadores neste ano eleitoral e sobre os planos de mudar a sede da Câmara para o Cine Excelsior. “Queremos que as pessoas visitem o museu da Câmara Municipal e conheçam a história real da política brasileira.” Saiba mais na entrevista abaixo.

A Câmara Municipal vai discutir este ano dois projetos considerados fundamentais para a cidade: o Plano Municipal de Segurança Pública e o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). Como garantir um debate amplo na Casa e a participação da sociedade, mesmo com a maioria folgada da prefeitura entre os 43 vereadores?

Primeiro, com a participação popular. Se não houver essa participação, será muito difícil para a própria população saber o que está sendo debatido e votado. O PDDU será discutido em pelo menos 20 audiências públicas para que toda a população participe e conheça o projeto. Dez audiências públicas nas prefeituras-bairro. E dez audiências indicadas pelos líderes partidários. Nós já combinamos isso com os líderes, para os bairros que eles representam tenham o conhecimento do que será votado. O PDDU é um projeto que mexe com toda a cidade e tem que ser debatido exaustivamente. O projeto de segurança pública, nós vamos votar até o dia 30 de março. Ele já vai começar a ser debatido nas comissões. Antes dele ser votado teremos pelo menos duas audiências públicas. Uma de indicação da oposição e outra da base do governo. Esse número muito superior dos vereadores da base do governo tem potencial no momento da votação. Mas pode ter certeza que não vamos deixar essa maioria influenciar no momento dos debates. E também no momento que vamos apresentar as emendas para melhorar tanto o projeto da segurança pública quanto o PDDU. Essa maioria pode influenciar no momento da votação, mas antes não terá influência nenhuma.

O projeto do Plano Municipal de Segurança Pública já conta com algum consenso. Já o PDDU envolve algumas questões polêmicas, como a contratação da Fundação Getúlio Vargas para elaborar o projeto. Como o senhor avalia essas questões?

A Fundação Getúlio Vargas foi contratada para fazer o estudo que viabiliza o PDDU. Esse estudo será concluído até junho, no máximo. O Executivo municipal vai realizar duas audiências públicas para apresentar o projeto e depois ele vai para a Câmara. Eu não tenho dúvida que a Fundação Getúlio Vargas é muito importante para que isso aconteça. Ela tem um vasto conhecimento principalmente em relação a esse projeto. Mas precisamos da participação popular. E como nós vamos conseguir essa participação? Através das audiências públicas. Espero que em todas as audiências públicas haja discussão. O que as pessoas passarem para os vereadores nessas audiências e que seja viável pode ter certeza que estará no projeto. O mais importante de tudo é a participação popular.

Estamos em um ano eleitoral, e há vereadores que devem disputar vagas para deputado estadual ou federal. Outros, mesmo sem se candidatar, têm familiares ou aliados na disputa. Como o senhor avalia a influência desse cenário eleitoral nos trabalhos da Câmara?

O calendário da Câmara está preparado para que seja normal, como o de 2025. Como expliquei, já temos prazo para votar o projeto de segurança que é até o dia 30 de março. Não temos prazo para o PDDU porque o projeto ainda não chegou na Câmara. Mas todos os projetos que chegam são trabalhados com prazo. Isso é conversado tanto nas reuniões de lideranças de partido, quanto nas reuniões que temos no dia a dia com os vereadores. O vereador não só tem o trabalho na Câmara. Tem o trabalho nas bases eleitorais. Tem o trabalho no dia a dia de resolver os problemas da cidade. Pode ter certeza que este ano eleitoral não vai influenciar porque temos feito a programação de tudo aquilo que chegará na Câmara para que não haja problema. Todos os projetos que forem de interesse da população serão votados o mais rápido possível. O nosso interesse é um só, tanto da oposição como da situação, que é fazer o bem à população de Salvador.

Outro projeto importante, em que o senhor pediu cautela na votação, é o que restringe a realização de grandes eventos no bairro da Barra. Por que o senhor avalia que esse projeto precisa desse cuidado?

Porque é um projeto que mexe com as pessoas que ganham a vida no bairro, a exemplo dos comerciantes. Nós temos que ouvir os comerciantes do bairro, ouvir os moradores. Se você me perguntar: existem muitos eventos na Barra? Eu acho que sim. Mas temos que tratar com cautela. Nós vamos tirar os eventos da Barra e colocar aonde? Você não pode só eliminar que haja eventos em um bairro. Tem que dizer para onde é que ele vai. Essa conversa tem que ser com todas aquelas pessoas interessadas. Não só com moradores, comerciantes e não só com as pessoas que fazem os eventos. Tem que ter a participação de todos. Aquilo ali mexe com o PDDU, por exemplo. O PDDU pode dizer as várias formas de como serão os eventos naquela localidade. É por isso que o prazo do PDDU, de oito em oito anos, tem que ser revisado. É muito tempo. Oito anos, do jeito que está se melhorando a comunicação, é muito tempo para que se faça uma revisão do PDDU. Se nós tivéssemos há 50 anos, oito anos seria um tempo razoável. Mas do jeito que as coisas estão tão rápido, é um tempo muito longo. Porque você mexe com a vida de toda a população da cidade.

Há planos de transferir a sede da Câmara Municipal para o Cine Excelsior. Já há um cronograma para essa mudança?

Só podemos pensar em fazer as licitações depois que tivermos a autorização tanto do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) quanto do Ipac (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia). Tem um problema que houve na Câmara, que foi o incêndio do ano passado. Se essa autorização não for dada até o mês de março, vou fazer a reforma do telhado do prédio. E vou reabrir os espaços que tem na Câmara para que ela venha a funcionar normalmente. Já esperei muito tempo. Se até o dia 30 de março, todas as autorizações não estiverem prontas para que possamos fazer a licitação, o mais rápido possível, vamos tomar a iniciativa de fazer a reforma do telhado e mais do que seja necessário para reabrir os espaços da Câmara. Espero que não seja preciso isso, porque gastaria duas vezes um dinheiro que não era para ser gasto. É dinheiro da população, e tenho todo o cuidado com isso. Por isso que, nesses três anos que eu estou à frente da Câmara, fizemos uma devolução de quase R$ 100 milhões aos cofres da prefeitura. É algo inédito, acho que não só na Câmara de Salvador, mas em todas as Câmaras de capitais. Temos muito cuidado com o dinheiro público para que a população tenha mais recursos para a educação, saúde.

Os vereadores apoiam a mudança?

Pode ter certeza que o que eu estou fazendo é com o apoio de todos os vereadores. O objetivo de todos é conservar mais esse espaço, que é centenário, que tem a história de toda a política do Brasil. Tudo começou aqui. E quanto menos você usa, mais preserva. Quando eu cheguei na Câmara todo dia existia uma divisória nova. Mandei que parasse com isso, para que pudéssemos fazer a restauração da forma mais original possível. Mas, para isso, preciso do apoio tanto do Iphan, quanto do Ipac, e também dos órgãos fiscalizadores. Quando formos fazer essa licitação, queremos que o Iphan, o Ipac, o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Municípios, enfim todos os órgãos fiscalizadores, participem para que esse processo seja feito a várias mãos. Quem ganha com isso é a população de Salvador.

Se tudo der certo, como o senhor imagina o futuro do prédio histórico onde hoje funciona a Câmara Municipal?

No futuro, a ideia é que prédio histórico seja usado nas aberturas dos trabalhos legislativos e nas votações da Mesa Diretora. Também será usado por cada vereador, uma vez por ano, para as sessões especiais. Para aquela sessão especial que o vereador entenda como melhor para a pessoa que vai receber a homenagem. Mas não será como hoje. Todos os dias a Câmara está sendo usada. E vamos fazer algo no museu para que a população – não só de Salvador, mas de todo o Brasil – venha a conhecer o trabalho que já foi realizado na Câmara desde o período que ela se instalou até hoje. Para que visitem e conheçam a história real da política brasileira.

Falando de eleições, o presidente do PSDB na Bahia, deputado Adolfo Viana, defendeu a participação do partido na chapa majoritária encabeçada por ACM Neto. Com a chegada do senador Angelo Coronel ao grupo, esse cenário ficou mais complexo. O PSDB ainda vai pleitear espaço na chapa majoritária?

Eu tenho certeza que, se for pleiteado, o PSDB vai participar da chapa majoritária. O PSDB é um partido que está com ACM Neto a vida toda, mas isso não quer dizer que ele estará se não tiver algo que venha satisfazer, não ao partido, mas aqueles que participam do partido. A política, eu sempre digo, é a arte da conversa. E acho que o PSDB tem que conversar. Se ele tiver interesse em participar da chapa majoritária, tem espaço.

Isso já foi discutido dentro do partido?

Eu estava em Brasília discutindo o partido, mas estava discutindo a composição da chapa proporcional e não a majoritária. Eu brigo para que a chapa proporcional seja forte, para que possamos fazer alguma exigência na chapa majoritária. Não adianta você querer participar da chapa majoritária no tamanho que o PSDB está hoje. O PSDB diminuiu de tamanho, isso é algo que todos nós sabemos. Mas pode ter certeza que o PSDB crescerá na Bahia e no Brasil. Aqui na Bahia, nós temos um deputado federal e três deputados estaduais. E vamos, no mínimo, para três deputados federais, além de aumentar o número de deputados estaduais. Em relação à chapa majoritária, eu não discuti, mas tenho certeza que até o dia 20 de março nós iremos ter essa discussão. E tomaremos uma decisão que seja pensada por todos e que todos entendam que seja melhor para a população de Salvador e da Bahia. Nós não fizemos reunião sobre isso, mas se você me perguntar, a tendência do PSDB é que venha marchar com ACM Neto. Mas, para que isso aconteça, Neto tem que sentar e conversar. E, se tiver arestas, tem que apará-las.

Com os nomes de Coronel, João Roma e ACM Neto colocados, restaria apenas a vaga de vice na chapa. E há outros partidos que também querem participar. O PSDB pode então entrar nessa disputa?

Nós temos vários nomes. Temos o nome do vice-prefeito de Feira de Santana, Pablo Roberto, o do próprio Adolfo Viana. Temos o nome do deputado Tiago Correia, e de Paulo Câmara, que foi presidente da Câmara de Vereadores e hoje também é deputado estadual. Temos o nome de João Gualberto, que hoje está afastado da política, mas é do PSDB e pode estar na chapa. Temos o nome do ex-prefeito e ex-governador Antonio Imbassahy. Falei aqui vários nomes que podem compor a chapa. Desses nomes, os dois únicos do interior são Adolfo Viana e Pablo Roberto. Agregariam mais, mas os nomes de Salvador também agregam. Na realidade, a política é a arte de sentar, conversar e aparar as arestas. Acredito que ACM Neto tem grandes possibilidades de ganhar a eleição, mas para que isso aconteça, ele não pode errar como errou em 2022. Se estivesse no lugar dele, o que faria? Eu sentava, conversava e resolvia os problemas antes do final da janela partidária. Se ele fizer isso, você pode ter certeza que ele vai para uma eleição de igual a igual com o governador.

Como o senhor está vendo a movimentação de outros partidos, com o Republicanos?

Eu acho que Marcelo Nilo (Republicanos) tem a intenção de estar na chapa. Se Marcelo Nilo não puder ir para a chapa, eu acho que Neto tem que chamá-lo e ter uma conversa com ele, explicando porque não vai. Marcelo é um aliado dele e com aliados a gente tem que fazer isso. Quando você fala de Republicanos, eu não discuto sobre outro partido. Estou no PSDB, vou discutir sobre o PSDB. Mas, no caso de Neto, ele tem que discutir sobre todos os partidos que vão participar da eleição de 2026 do lado dele. E acho que ele tem que fazer isso o mais rápido possível.

Falando em erros do passado, na última eleição ACM Neto acabou não apoiando a reeleição de Jair Bolsonaro. Agora, o senhor já disse não acreditar que Neto apoiaria a candidatura de Flávio Bolsonaro, mas circulam informações de que esse apoio estaria cada vez mais próximo. Como o senhor avalia esse cenário?

Eu acredito que essas informações não são verídicas. Com certeza haverá um candidato de centro e ele poderá apoiar, o que seria melhor para o país. Para mim, o melhor para colocar o país no eixo será uma candidatura de centro. Não tenho nada contra o presidente Lula, nem contra o presidenciável Flávio Bolsonaro. Agora, a candidatura de Flávio Bolsonaro, imposta pelo pai, eu acho que isso é errado. Eu acho que o pai, até antes de ser condenado e preso, deveria ter conversado com o seu grupo político e entender qual seria o melhor candidato para esse grupo. Eu não posso impor uma candidatura, principalmente à Presidência da República. E todos aqueles que apoiaram Bolsonaro queriam que o governador Tarcísio de Freitas viesse a ser o candidato. Mas o pai disse que tinha que ser Flávio e acabou. Então, sou contra.

Diante desse cenário, como o senhor avalia hoje a capacidade do presidente Lula de governar o país e as dificuldades para conduzir o Brasil?

É muito difícil hoje você governar o Brasil. O Brasil é um país que é presidencialista, mas quem tem o domínio do orçamento é o Congresso Nacional. E é muito difícil você governar um país sem um orçamento. E hoje o Executivo federal não tem o orçamento na mão. Quem tem o orçamento é o Congresso. Eu acho que Lula peca na idade. Ele é uma pessoa até forte pela idade que tem, mas é muito difícil, aos 80 anos, dirigir um país como o Brasil. Eu, com essa idade, quero estar com os meus netos. Poderia até participar da política, mas como conselheiro. Como José Sarney participa hoje, com mais de 90 anos. Todos querem ouvir Sarney. Acho que Lula seria um ótimo conselheiro. Fez um excelente trabalho nos dois primeiros governos. Se a eleição ficar entre Lula e Flávio Bolsonaro, meu voto pessoal vai para Lula. Mas acho que ele deveria passar o bastão para uma pessoa que pudesse agregar mais do que ele agrega.

Caso ACM Neto venha a apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro, isso pode interferir no seu apoio?

No governo do estado não, porque vou votar com quem o PSDB tiver, mas no governo federal interfere. Entre Flávio Bolsonaro e Lula, meu voto pessoal é em Lula. Eu não vou participar de campanha, mas defendo o que é melhor para o país. E acho que o melhor para o país, entre os dois, é Lula. Quando Bolsonaro pegou o governo de Michel Temer, e acabou com as coisas que beneficiavam a população porque era da esquerda, ele fez mal à população do Brasil. Temos que acabar com isso. As coisas boas que Lula fez, as coisas boas que qualquer um que passou por lá fez, vieram para melhorar.

O senhor elogiou a gestão de Lula. Como vê a gestão do PT?

O ex-governador Rui Costa fez excelentes entregas. Então era muito difícil você pegar um governador e fazer algo melhor que ele. Jerônimo hoje não fez um trabalho que superasse o do ex-governador Rui Costa. Nós temos essa visão de que ele poderia fazer algo melhor, mas não acho um governo ruim. É um governo que tem pecado em alguns setores, principalmente os essenciais, como a segurança pública. Ele tem um excelente secretário de segurança pública, uma excelente equipe que faz a segurança pública da Bahia. Só que isso não depende só do governo do Estado. Depende também do governo federal, que o município ajude. Em relação à saúde, o outro calcanhar de Aquiles que ele tem é a regulação. Antes os hospitais ficavam lotados com os corredores cheios de pacientes, e hoje você não vê isso. Mas você vê esses pacientes nas UPAs. E passando um período longo, porque não há vagas nos hospitais. Com todos os hospitais que foram abertos no interior. Antes não tínhamos hospitais no interior da Bahia, só nas capitais. Mas a população cresceu. E os problemas também crescem. É algo que precisa ter uma solução. Você não pode pegar um paciente que necessita de urgência, e ficar dois, três dias ou até uma semana com ele em uma UPA, e aquilo ali se agravando, até chegar ao ponto dele não ter mais recuperação.

Está um pouco distante, mas já se fala na próxima eleição para a presidência da Câmara. O senhor pensa em se candidatar, mesmo após a decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu a presidência do deputado Adolfo Menezes na Assembleia Legislativa?

Na realidade, diferente de Adolfo Menezes, eu fui eleito vice-presidente pela primeira vez. Qual é o entendimento que você tem no Supremo hoje? Você não pode concorrer três vezes ao mesmo cargo. Então, se concorri a primeira vez à vice-presidência, eu só fui candidato a presidente uma vez. Nós vamos fazer a consulta. Se, realmente, o Supremo entender que posso ser candidato, pode ter certeza que serei. Mas, se não tiver essa possibilidade, vamos conversar, eu e o prefeito, e acharemos um nome que venha a me substituir.

Alguns vereadores já estão se colocando como possíveis candidatos?

Eu acho que quem antecipa, vai pagar o pecado antes de cometer. Já aconteceu isso na Câmara este ano, e quem participou sabe que é ruim. O que eu acho? A política, no meu entender, é a arte da conversa. Tem que fazer como fiz com o Geraldo Júnior (ex-presidente da Câmara e atual vice-governador). Sempre mostrei fidelidade e passei para ele a confiança que não faria nada diferente com os colegas vereadores. Procurei fazer o melhor para os que colegas entendessem que o que eu queria ali, além do melhor para a população, era o melhor para eles. Eles entenderam assim. Tanto entenderam, que no segundo momento eu recebi vários pedidos para continuar na presidência da Câmara. Como tenho recebido agora. Vereadores que chegam para mim, que dizem o seguinte: você tem que fazer de tudo para que continue na presidência. Nós não vamos ter um presidente que converse, dialogue, que dê espaço para que a gente realize o trabalho que estamos fazendo para melhorar a vida da população de Salvador.

Vou dar o exemplo da oposição da Casa. A oposição nunca teve acesso com nenhum presidente como tem comigo. Eles participam de tudo da Câmara. Você iniciou a conversa lembrando que a prefeitura tem uma bancada de vereadores de 33 conta dez da oposição. Se o presidente fosse um presidente do Executivo isso nunca aconteceria. Aconteceria o que sempre aconteceu na Câmara que é atropelo em todas as votações. Tem votações que eu digo a eles: nós temos que votar. Não vou ficar com um projeto 120 dias sem votar. E digo a eles: vocês já tiveram tempo suficiente para que votem. Eu não posso evitar a votação. Mas posso evitar que eles não participem dos debates desses projetos. E tenho feio isso. Pode ter certeza que se eu não puder ser candidato a presidente vou indicar uma pessoa que tenha essa mesma visão. Porque sem oposição, em qualquer parlamento, quem passará dificuldades é a população. Sem oposição, não existe parlamento.

Raio-X

Carlos da Silva Muniz nasceu em Salvador. Comerciante de origem, elegeu-se para a Câmara de Vereadores pela primeira vez em 2008. Em 2012, renovou o mandato como o vereador mais votado da cidade e, em outubro de 2016, foi reeleito. Em abril de 2020, filiou-se ao PTB e conquistou novo mandato na Câmara. Em abril de 2023, mudou-se para o PSDB e, no ano seguinte, obteve seu quinto mandato na Câmara Municipal. Em janeiro de 2023, assumiu a presidência da Câmara Municipal de Salvador para o biênio 2023-2024 e, em 2025, foi reconduzido ao cargo, onde permanece até hoje.



Fonte: A Tarde

Artigos relacionados

Últimas notícias

Motta prevê uso político do escândalo do Banco Master nas eleições

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na manhã...

Últimas notícias

Homem é preso após espancar e matar esposa no Dia Internacional da Mulher

Um homem foi preso em flagrante suspeito de matar a própria esposa...

Últimas notícias

Vitória tem julgamento marcado no STJD nesta segunda-feira

O Esporte Clube Vitória tem um julgamento marcado para nesta segunda-feira, 9,...

Últimas notícias

CPMI do INSS deve ouvir Leila Pereira e mais dois nesta segunda-feira

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto...