Deyvid Bacelar analisa impacto da guerra nos preços dos combustíveis na Bahia

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Deyvid Bacelar, traçou diagnóstico alarmante sobre como conflito entre Israel, EUA e Irã –

O cenário de guerra no Oriente Médio não está distante do cotidiano do baiano. Em participação no podcast do Grupo A TARDE, o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, traçou um diagnóstico alarmante sobre como o conflito entre Israel, EUA e Irã reflete diretamente no preço da gasolina e do diesel na Bahia.

Petróleo como alvo

Bacelar foi enfático ao pontuar que o Irã, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, é o ponto central da instabilidade. De acordo com o líder sindical, o interesse das potências ocidentais em atacar o território iraniano passa, inevitavelmente, pelo controle das reservas de hidrocarbonetos.

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“O intuito de atacar o Irã é justamente ter acesso a esse recurso”, afirmou. Ele explicou que a guerra altera a Lei da Oferta e da Procura: com o risco de desabastecimento, a oferta cai, a demanda permanece alta e o preço do barril dispara — chegando a atingir a marca de 120 dólares nesta semana.

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Reflexo na Bahia

A maior preocupação de Bacelar reside na forma como esse aumento internacional é importado para o Brasil, com efeitos severos na Bahia e no Norte do país. O coordenador explicou que a Acelen, empresa que administra a Refinaria de Mataripe, mantém o Preço de Paridade de Importação (PPI).

Diferente da Petrobras, que alterou a política de preços nacionalmente, a Acelen segue rigorosamente três variáveis para definir o valor nas refinarias:

  • valor do barril de petróleo no mercado global;
  • variação do dólar;
  • custos de importação.

Consequência nas bombas

Como o barril de petróleo subiu devido ao prolongamento dos conflitos, o repasse para o consumidor baiano torna-se automático. “Quanto mais a guerra se estende, maior é a repercussão negativa no cenário mundial”, alertou Bacelar.

Para o coordenador da FUP, a dependência dessa paridade internacional deixa o estado vulnerável a crises externas, punindo o consumidor local mesmo o Brasil sendo um grande produtor de petróleo.

“A definição de preços da Acelen leva em conta o mercado internacional. Se o barril sobe lá fora, o preço sobe aqui na Bahia imediatamente.” – Deyvid Bacelar, Coordenador-geral da FUP.



Fonte: A Tarde

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