Foto meramente ilustrativa da situação em Angola –
As chuvas torrenciais que atingiram Angola nos últimos dias deixaram um rastro de destruição e quase 30 mortos, conforme balanço divulgado nesta terça-feira, 7. A tempestade provocou inundações repentinas que devastaram infraestruturas na capital, Luanda, e na cidade portuária de Benguela, deixando milhares de pessoas sem abrigo.
O presidente João Lourenço declarou que o país vive uma emergência humanitária. “É uma corrida contra o tempo para localizar, resgatar e prestar assistência médica às populações afetadas”, afirmou o mandatário, destacando a mobilização das equipes de resgate.
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Cenário de devastação nas cidades
A gravidade do temporal foi sentida de forma mais severa no litoral angolano e na região sul:
- Benguela: foi a cidade mais atingida, com 23 mortes confirmadas pela emissora estatal TPA;
- Luanda: na capital, os bombeiros registraram seis mortes e um desaparecido após inundações em diversos bairros;
- Namíbia: no país vizinho, o transbordamento do Rio Zambeze (subindo 3 metros acima do normal) forçou milhares a abandonarem suas casas;
- Desabrigados: milhares de famílias perderam tudo e aguardam por assistência em centros de emergência.
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Clima e mudanças climáticas
Embora as chuvas sejam comuns no sul do continente africano durante esta estação, cientistas alertam que a intensificação desses eventos está diretamente ligada às mudanças climáticas. Segundo especialistas, a extensão e a gravidade das inundações deste ano refletem o aumento da probabilidade de eventos extremos causados pela atividade humana.
A infraestrutura das cidades africanas, muitas vezes pressionada pelo crescimento urbano rápido e falta de drenagem adequada, torna o cenário de inundações repentinas ainda mais letal para a população de baixa renda.