Chapada Diamantina recebe jornada médica sobre doenças raras

36

A região da Chapada Diamantina, na Bahia, recebe nos dias 10 e 11 de abril a primeira edição de 2026 da Jornada de Atualização Médica Sertão Raras. O evento, que ocorre nos municípios de João Dourado e Irecê, tem o objetivo de capacitar profissionais de saúde e ampliar o diagnóstico de doenças genéticas no interior baiano.

Com o apoio da farmacêutica Teva, a iniciativa une painéis científicos, atividades práticas e atendimento direto à população, incluindo a realização de testes genéticos.

Tudo sobre Saúde em primeira mão!

Foco no diagnóstico precoce e capacitação local

O projeto surge como uma resposta à carência de centros especializados fora das grandes capitais. A programação aborda condições complexas como a Doença de Huntington, Doença de Fabry e Amiloidose hereditária.

Por serem patologias progressivas que afetam sistemas neurológicos e metabólicos, o diagnóstico célere é o principal fator para garantir qualidade de vida aos pacientes.

“As doenças raras representam um desafio importante para a saúde pública, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros médicos. O diagnóstico costuma ser tardio, muitas vezes devido à falta de informação e à complexidade das condições genéticas”, destaca o neurologista Dr. Adilson Galvão, responsável pelo Ambulatório de Doenças Raras de Irecê.

Leia Também:

O médico ressalta ainda que a alta taxa de casamentos consanguíneos no Nordeste, que chega a ser 13 vezes maior que em partes do Sul e Sudeste, eleva a incidência dessas condições na região.

Impacto social e expansão do projeto

Além da atualização teórica para médicos e gestores, o Sertão Raras promove um impacto prático imediato. Em 2025, cada edição reuniu mais de 250 profissionais e resultou em centenas de atendimentos gratuitos.

O modelo de parceria com secretarias municipais de saúde permite que pacientes locais tenham acesso a especialistas que, rotineiramente, estariam a centenas de quilômetros de distância.

Para Roberto Rocha, Gerente Geral da Teva Brasil, a educação continuada é o caminho para descentralizar a medicina de alta complexidade.

“Eventos como o Sertão Raras são fundamentais para aproximar o conhecimento científico da realidade do interior. A capacitação é essencial para identificarmos sinais precoces e encaminharmos os pacientes para o tratamento adequado.”

A iniciativa já tem novos desdobramentos confirmados para este ano. Após a etapa de abril, uma segunda jornada está prevista para novembro, abrangendo os municípios de Irecê e Jussara, consolidando o sertão baiano como um polo de discussão e cuidado em doenças raras.



Fonte: A Tarde

Artigos relacionados

Últimas notícias

Homem morre após ação policial no distrito de Itatiaia, em São José do Jacuípe

Um homem conhecido popularmente pelo apelido de “Jiló” morreu na manhã desta...

Últimas notícias

Jair Ventura revela fome de título para “fazer história” no Vitória

Logo depois da virada por 4 a 3 diante do ABC na...

Últimas notícias

Sargento da PM morre em grave acidente na BR-101 – Calila Noticias

POSTU Um grave acidente ocorrido no fim da manhã desta quarta-feira, 27,...