A região da Chapada Diamantina, na Bahia, recebe nos dias 10 e 11 de abril a primeira edição de 2026 da Jornada de Atualização Médica Sertão Raras. O evento, que ocorre nos municípios de João Dourado e Irecê, tem o objetivo de capacitar profissionais de saúde e ampliar o diagnóstico de doenças genéticas no interior baiano.
Com o apoio da farmacêutica Teva, a iniciativa une painéis científicos, atividades práticas e atendimento direto à população, incluindo a realização de testes genéticos.
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Foco no diagnóstico precoce e capacitação local
O projeto surge como uma resposta à carência de centros especializados fora das grandes capitais. A programação aborda condições complexas como a Doença de Huntington, Doença de Fabry e Amiloidose hereditária.
Por serem patologias progressivas que afetam sistemas neurológicos e metabólicos, o diagnóstico célere é o principal fator para garantir qualidade de vida aos pacientes.
“As doenças raras representam um desafio importante para a saúde pública, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros médicos. O diagnóstico costuma ser tardio, muitas vezes devido à falta de informação e à complexidade das condições genéticas”, destaca o neurologista Dr. Adilson Galvão, responsável pelo Ambulatório de Doenças Raras de Irecê.
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O médico ressalta ainda que a alta taxa de casamentos consanguíneos no Nordeste, que chega a ser 13 vezes maior que em partes do Sul e Sudeste, eleva a incidência dessas condições na região.
Impacto social e expansão do projeto
Além da atualização teórica para médicos e gestores, o Sertão Raras promove um impacto prático imediato. Em 2025, cada edição reuniu mais de 250 profissionais e resultou em centenas de atendimentos gratuitos.
O modelo de parceria com secretarias municipais de saúde permite que pacientes locais tenham acesso a especialistas que, rotineiramente, estariam a centenas de quilômetros de distância.
Para Roberto Rocha, Gerente Geral da Teva Brasil, a educação continuada é o caminho para descentralizar a medicina de alta complexidade.
“Eventos como o Sertão Raras são fundamentais para aproximar o conhecimento científico da realidade do interior. A capacitação é essencial para identificarmos sinais precoces e encaminharmos os pacientes para o tratamento adequado.”
A iniciativa já tem novos desdobramentos confirmados para este ano. Após a etapa de abril, uma segunda jornada está prevista para novembro, abrangendo os municípios de Irecê e Jussara, consolidando o sertão baiano como um polo de discussão e cuidado em doenças raras.