O julgamento dos sete policiais militares acusados de matarem Geovane Mascarenhas de Santana, em 2014, que aconteceria nesta segunda-feira, 27, foi adiado para o dia 17 de junho.
O julgamento aconteceria no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.
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Relembre o caso
O jovem Geovane Mascarenhas de Santana foi encontrado decapitado, carbonizado, com órgãos genitais retirados e duas tatuagens removidas após desaparecer durante uma abordagem em 2014.
Entenda o motivo do adiamento
Conforme o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a decisão foi tomada após a defesa solicitar acesso a informações que não constavam nos autos dos processos, visto que, na época, tramitaram por meio físico.
O órgão repassou, por meio de nota, que a solicitação foi aceita visando preservar o direito à plenitude de defesa e evitando a nulidade do julgamento.
Vale ressaltar que o júri está previsto para durar três dias.
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Seriam julgados por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima os PMs:
- Cláudio Bonfim Borges;
- Jesimiel da Silva Resende;
- Daniel Pereira de Sousa Santos;
- Alan Morais Galiza dos Santos;
- Alex Santos Caetano;
- Roberto dos Santos Oliveira;
- Jailson Gomes Oliveira.
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os oficiais ainda serão julgados por roubo qualificado pelas circunstâncias e, a exceção de Jailson Gomes Oliveira, por ocultação de cadáver.
Relembre o crime
De acordo com a denúncia do MP-BA, o crime ocorreu em 2 de agosto de 2014. Na ocasião, Geovane pilotava uma motocicleta quando foi abordado por uma guarnição da Polícia Militar. Em seguida, foi colocado na viatura junto com o veículo e levado até a Rua Luiz Maria. Depois, os policiais seguiram para outro ponto, onde o jovem foi morto.
Ainda segundo o Ministério Público, após o assassinato, os agentes incendiaram o corpo da vítima na tentativa de ocultar o crime e abandonaram os restos mortais no Parque São Bartolomeu. A motocicleta e o celular de Geovane teriam sido levados pelos policiais.
Na denúncia, o MP-BA sustenta que os militares agiram de forma deliberada, escolhendo a vítima e impedindo qualquer possibilidade de defesa. O órgão afirma que Geovane foi surpreendido, detido sem justificativa legal e mantido sob custódia antes de ser executado.