Pré-candidato ao governo do estado de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) subiu o tom, nesta sexta-feira, 1, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), aposta do bolsonarismo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro.
Haddad, que participou de um ato do Dia do Trabalho, na capital paulista, minimizou a força de Flávio, apontada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do parlamentar, e afirmou que qualquer comparação com Lula é fruto de uma “lavagem cerebral”.
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“É inadmissível o que está se falando aqui nas pesquisas eleitorais. O contraste é tão grande, tão grande, que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação possível entre esses dois presidentes na história do Brasil”, disparou Haddad durante o discurso.
Guerra contra escala 6×1
O ex-ministro petista também fez uma dura fala contra a jornada de trabalho de 40 horas por semana, a chamada escala 6×1, que pode ser alterada por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ou um Projeto de Lei (textos discutidos no Congresso), e prometeu lutar pelo fim do modelo.
Haddad, que foi o principal nome da economia do país nos últimos três anos, abraçou a pauta e afirmou que vai lutar pela reeleição de Lula no pleito presidencial. O político é tido como um dos possíveis sucessores do presidente em 2030.
“Agora nós vamos lutar pela jornada 5 por 2, de 40 horas, e vamos lutar na jornada 7 por 0 para reeleger o presidente Lula, porque nós não vamos descansar enquanto não enxergar, em outubro, um horizonte pela frente que não seja o desastre que foi o governo anterior”, afirmou Fernando Haddad.