Flávio Bolsonaro detona Moraes após suspensão da Lei da Dosimetria

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O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de revogar a lei da Dosimetria que muda a pena dos condenados do 8 de janeiro.

Neste sábado, 9, o herdeiro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) considerou o ato como desrespeito ao entendimento do Legislativo, resultando no que chamou de “abalo” a democracia.

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“Mais uma vez a democracia foi abalada. Uma decisão do Congresso, em sua grande maioria, defendendo a lei de anistia, e, em uma canteada monocrática, um ministro revoga a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo”, disse o congressista, em coletiva à imprensa antes do evento que reuniu filiados do PL, em Santa Catarina.

Flávio Bolsonaro ainda afirmou que o texto aprovado pelo Congresso Nacional, antes de ir à votação, foi alinhado com o próprio Moraes. Ele também chamou a medida de “jogo combinado”.

“O próprio Paulinho da Força (Solidariedade-SP) [relator do projeto] disse que o texto foi “autorizado” pelo Moraes. E agora, muito estranhamente, ele dá essa canetada. Eu não sei o fundamento, mas parece um jogo combinado”, afirmou ele.

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O liberal avaliou que a determinação do magistrado coloca “a credibilidade do Judiciário na lata do lixo”.

Dosimetria: Moraes suspende lei que mudaria pena dos condenados do 8/1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão imediata da Lei da Dosimetria nos processos relacionados aos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023.

A decisão cautelar, expedida pelo magistrado, paralisa a aplicação da nova norma até que o plenário da Corte julgue o mérito das ações que questionam sua constitucionalidade.

Até a tarde deste sábado, 9, Moraes já proferiu dez decisões baseadas na nova decisão.

O que é a Lei da Dosimetria?

O PL da Dosimetria altera regras do Código Penal brasileiro relacionadas aos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

O foco principal do projeto é reduzir penas e impedir a soma (unificação) de punições para crimes semelhantes cometidos dentro do mesmo contexto.

Entre os possíveis beneficiados pela mudança estão os militares:

  • Almir Garnier;
  • Paulo Sérgio Nogueira;
  • Jair Bolsonaro;
  • Walter Braga Netto;
  • e Augusto Heleno.



Fonte: A Tarde

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