o novo fenômeno global que deixou grandes grifes obcecadas

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O crescimento de Kalu Putik é o que especialistas chamam de “explosão vertical”. Em abril de 2026, o jovem etíope registrou um ganho de 2 milhões de seguidores em apenas 24 horas. Atualmente, seu perfil principal ultrapassa a marca de 4 milhões de fãs, com vídeos que frequentemente superam as 30 milhões de visualizações.

Diferente de outros criadores, sua audiência é composta por uma elite global: fotógrafos de moda, diretores criativos de Paris e celebridades como a cantora SZA, que ajudaram a catapultar sua estética para fora do continente africano.

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O que ele faz

Kalu Putik

Kalu Putik | Foto: Reprodução Instagram

Kalu não apenas “veste lixo”. Ele exerce o que a indústria chama de Upcycling Radical. O processo criativo de Putik envolve:

  • Esculturas vestíveis: ele utiliza fiação elétrica e cabos de rede para criar estruturas que imitam o caimento de sedas e tules.
  • Acessórios de impacto: sucata de latas de alumínio e peças de ventiladores velhos são transformadas em armaduras futuristas.
  • Transição magnética: seus vídeos possuem uma edição rítmica onde ele aparece em seu quintal em Adis Abeba, na Etiópia, e, em um corte seco, surge com um visual que poderia estar na capa da Vogue.

Por que ele se tornou um fenômeno?

A obsessão das grandes grifes por Kalu não é apenas estética, mas estratégica. Ele representa três pilares que o mercado de luxo tenta dominar:

  • Sustentabilidade real: ele prova que a criatividade independe de matérias-primas virgens, algo que marcas como a Balenciaga tentam mimetizar em suas coleções industriais.
  • Autenticidade intocável: o fato de ele supostamente ignorar propostas comerciais e até interações da conta oficial do Instagram criou uma “mística de gênio”. Ele não busca a moda; a moda é que busca por ele.
  • Descentralização do luxo: Kalu mostra que o centro da vanguarda visual se deslocou. O público está mais interessado na originalidade que vem da periferia do mundo do que nas tendências pré-fabricadas das capitais europeias.

O “mistério” que alimenta o clique

A pergunta que ecoa nos bastidores da moda é: até quando Kalu manterá sua independência? Enquanto marcas de luxo monitoram cada publicação sua em busca de uma parceria, o jovem segue desfilando em sua passarela improvisada de madeira sobre o chão batido, provando que, para ele, o lixo já é o luxo final.



Fonte: A Tarde

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