Ceni explica pedido inusitado que tirou Marcos Vítor do time titular –
No jogo contra o Grêmio, neste domingo, 17, uma ausência chamou a atenção no time titular do Esporte Clube Bahia: Marcos Victor. Após ter sido um dos poucos destaques positivos na eliminação diante do Remo, pela Copa do Brasil, quando atuou pelo lado direito da defesa em uma linha de três, o jogador acabou ficando no banco de reservas na partida seguinte. No entanto, segundo o técnico Rogério Ceni, a ausência tem explicação.
Para o confronto, o treinador tricolor voltou a utilizar a formação com quatro jogadores na linha defensiva, composta por dois zagueiros e dois laterais. Porém, não contava com Ramos Mingo, zagueiro que atua pelo lado esquerdo, e promoveu o retorno de Gilberto à lateral-direita, além da volta de Acevedo à sua posição de origem no meio-campo.
Dessa forma,a vaga que “sobraria” para Marcos Vítor seria justamente no lado esquerdo da defesa, substituindo Ramos Mingo. Segundo Ceni, o próprio jogador afirmou que não se sentia confortável atuando naquele setor do campo. Ainda assim, o treinador destacou que tinha a intenção de utilizá-lo contra o Grêmio.
É triste para mim deixar um cara que fez um bom jogo, como foi o Marcos Victor, mas ele me disse que não se sentia bem no lado esquerdo do campo, afirmando que seria melhor colocar outro jogador para atuar ali
Rogério Ceni – técnico do Bahia
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Ceni ressaltou ainda que não poderia abrir mão de David Duarte na função central, especialmente diante de um adversário com um centroavante de área como Carlos Vinícius. O treinador também explicou que, após suas avaliações, entendeu que Gilberto era a melhor opção para a lateral-direita na saída de bola, enquanto planejava utilizar Luciano Juba mais avançado pela esquerda.
Já Kanu surgiu como “solução” para o lado esquerdo da defesa em razão da ausência de Ramos Mingo, já que o jogador se dispõe a atuar de forma deslocada na função.
“O Marcos Vítor fez um bom jogo (contra o Remo). Eu queria escalá-lo hoje, mas o jogador não gosta de jogar pelo lado esquerdo, e eu não posso tirar o David Duarte do centro contra um centroavante tão de área (Carlos Vinícius). Eu calculei hoje e entendi que o Gilberto era melhor para construir pela lateral-direita, ao mesmo tempo em que eu queria o Juba mais à frente pela lateral-esquerda, e o Kanu se predispôs a fazer essa função (deslocada)”, afirmou o técnico do Bahia.