Salvador estuda motofaixa na ACM e Juracy Magalhães; Paralela fica de fora

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Um ano após o início das operações da primeira motofaixa de Salvador, na Avenida Bonocô, a Prefeitura da capital baiana já estuda a expansão do modelo para outros corredores de grande fluxo.

Conforme apurado pelo portal A TARDE, as análises técnicas da Transalvador estão centradas na implementação da chamada “faixa azul” nas avenidas ACM e Juracy Magalhães.

Por outro lado, a Avenida Paralela, principal artéria viária da cidade, está oficialmente descartada dos planos atuais. O entrave decorre de exigências da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que condiciona o projeto à redução da velocidade máxima da via de 80 km/h para 60 km/h, medida considerada inviável para o fluxo da Paralela.

Por que não a Paralela?

A Avenida Luís Viana Filho, nome oficial via, até estava inclusa inicialmente na Lei 9.841/2025, idealizada pelo vereador Randerson Leal, mas não faz parte dos planos atuais da prefeitura para receber o projeto.

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“A Lei 9.841/2025 contempla as principais avenidas. Eu fiz questão de nominar quase todas as principais: Paralela, Luís Eduardo, ACM, Garibaldi, Suburbana, etc.”, informou o vereador.

Contudo, a adesão na Avenida Paralela não é simples. Para que as intervenções sejam iniciadas, é necessário cumprir normas da Senatran. Entre elas, a que mais dificulta a implementação é a exigência de redução da velocidade máxima da via.

Para explicar o motivo, o portal A TARDE entrou em contato com a Transalvador, órgão responsável pela sinalização das vias da capital, que evidenciou a inviabilidade do projeto na via.

Vemos a inviabilidade de implantar a motofaixa na Paralela. Isso porque um dos requisitos para a instalação, de acordo com a Senatran, é a readequação da velocidade, como aconteceu na Bonocô, onde tivemos que readequar o limite para 60 km/h

Transalvador

Implementação em outras vias

O órgão também explicou a previsão de implementação nas avenidas Juracy Magalhães e ACM. A Transalvador confirmou o interesse, mas ponderando que ainda não há um cronograma definido.

“Existe essa possibilidade na Juracy e na ACM, mas ambas ainda estão sem prazo para implantação, porque dependemos de análises de fluxo, redesenho viário e autorização da Senatran”, esclareceu o órgão.

Operação na Avenida Bonocô

Segundo dados da Transalvador, até o fim de abril deste ano, foram registrados 85 acidentes na Av. Bonocô, sendo 79 deles envolvendo motocicletas. No entanto, nenhum desses episódios ocorreu dentro da motofaixa. Nos 79 acidentes contabilizados, 102 pessoas ficaram feridas e nenhuma morte foi registrada.

Vale ressaltar que Salvador é a terceira capital brasileira a ter a motofaixa aprovada pela Senatran. O espaço foi desenhado entre as faixas 1 e 2 (a partir do canteiro central) em cada sentido da Avenida Bonocô, demarcado com linhas tracejadas nas cores azul e branca.

Apesar da intervenção, cada sentido da avenida continua com quatro faixas para a circulação geral de veículos. Por determinação da Senatran, a velocidade máxima na Bonocô passou a ser de 60 km/h, limite que deve ser respeitado rigorosamente também pelos motociclistas, mesmo transitando no espaço segregado.



Fonte: A Tarde

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