O caixão atacado a tiros durante um sepultamento em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, foi enterrado antes que o corpo do adolescente que estava dentro passasse por uma nova perícia do Departamento de Polícia Técnica.
A informação foi divulgada pelo DPT na sexta-feira (22). O ataque aconteceu na quinta-feira (21), no Cemitério Municipal da cidade, e foi registrado por testemunhas em vídeos compartilhados nas redes sociais.
Nas imagens, é possível ouvir disparos e ver pessoas correndo para se proteger. Outro vídeo mostra a movimentação após os tiros, com a presença de policiais militares e familiares questionando se o enterro poderia continuar.
O corpo era do adolescente Uanderson Nascimento Lima, de 17 anos, morto na terça-feira (19) durante uma ação policial. O jovem já havia passado por necropsia no Instituto Médico Legal (IML), mas seria submetido a uma nova perícia após ser atingido novamente durante o ataque ao caixão.
Segundo o DPT, quando a equipe chegou ao cemitério para realizar o novo procedimento, o corpo já havia sido sepultado pela família. Com isso, apenas o local do crime foi periciado.
De acordo com o delegado da Polícia Civil da Bahia responsável pelo caso, as imagens do ataque e a perícia feita no cemitério deverão auxiliar no esclarecimento da ocorrência.
O g1 informou ter procurado a Polícia Militar da Bahia para comentar a atuação dos agentes que aparecem nos vídeos, já que o procedimento prevê a preservação do local até a chegada da perícia. Até a última atualização da reportagem, a corporação não havia se manifestado.
O caso segue sob investigação. Segundo testemunhas, pelo menos dois homens encapuzados participaram do ataque ao caixão.
Um dos suspeitos morreu horas depois, ainda na quinta-feira, após troca de tiros com policiais militares. Ele foi identificado como Diones Augusto de Oliveira, de 34 anos. O homem chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Com ele, conforme informou a Polícia Civil, foram apreendidos uma metralhadora calibre 9 mm, quatro munições e três pacotes com material semelhante à cocaína.
Ainda não há confirmação se a arma apreendida foi utilizada no ataque ocorrido no cemitério.
Com informações do G1 Bahia