Grupo City estuda destino de Echeverri e Bahia vira opção no mercado

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A badalada transação que tirou Claudio Echeverri, de 20 anos, do River Plate em janeiro de 2024 parecia o início de uma ascensão meteórica na Europa. Comprado pelo Manchester City por cerca de 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 133 milhões na cotação da época), o meia-atacante carregava o peso de ser apontado em seu país como o legítimo craque da próxima geração pós-Messi, acumulando convocações precoces para a seleção principal da Argentina.

Dois anos depois, o cenário é de incerteza, e o destino do atleta pode cruzar com o do Esporte Clube Bahia. E o interesse do Tricolor no futebol do armador, inclusive, não é inédito. O Esquadrão chegou a sondar o staff do atleta em julho do ano passado, no exato momento em que o Manchester City decidiu colocá-lo para rodar no mercado europeu através de empréstimos. Naquela oportunidade, a joia optou por seguir no Velho Continente.

Mas o encerramento da temporada europeia de LaLiga mudou os rumos do negócio: o Girona carimbou seu rebaixamento para a segunda divisão espanhola e Echeverri não conseguiu ser o salvador da pátria, anotando apenas 1 gol em 17 jogos.

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O desempenho seguiu a tônica de sua experiência anterior no Bayer Leverkusen, onde disputou somente 6 partidas pela Bundesliga, sem balançar as redes ou distribuir assistências. Abaixo, os números completos de sua trajetória detalham esse momento de oscilação:

  • 2023 – River Plate (Argentina): 6 jogos, 0 gols e 1 assistência (período de estreia no profissional);
  • 2024 – River Plate (Argentina): 52 jogos, 5 gols e 5 assistências (vendido ao Manchester City e mantido por empréstimo);
  • 2025 – Manchester City (Inglaterra): 3 jogos, 1 gol e 1 assistência (pouca rodagem em Copas locais);
  • 2025 – Bayer Leverkusen (Alemanha): 6 jogos, 0 gols e 0 assistências (passagem apagada por empréstimo);
  • 2026 – Girona (Espanha): 17 jogos, 1 gol e 1 assistência (titularidade irregular e rebaixamento na LaLiga).

Com o fim do empréstimo, o meia retorna contratualmente ao Manchester City. No entanto, no estrelado elenco de Pep Guardiola – que deixará o time ao fim desta temporada e o cargo será ocupado por Enzo Maresca -, o jovem de 20 anos dificilmente terá espaço imediato.

É aí que a engenharia multifacetada do Grupo City entra em ação, e o Bahia surge como uma alternativa real e estrategicamente viável.

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Perda financeira, pressão sobre Ceni e o hiato da Copa de 2026

A possibilidade de abrir os cofres e acionar o intercâmbio do conglomerado ganha força diante do cenário turbulento vivido na Cidade Tricolor. O Bahia atravessa uma severa má fase na temporada e amarga um jejum de sete partidas sem vencer.

O desempenho ruim ao longo deste início de temporada culminou em eliminações precoces e dolorosas, como na fase pré-Libertadores, deixando o Esquadrão sem o calendário e os ativos, inclusive, da Copa Sul-Americana. Foi eliminado também da Copa do Brasil pelo Remo. Restou apenas o Campeonato Brasileiro.

Além do forte desgaste esportivo, as quedas prematuras provocaram um rombo financeiro substancial em receitas de premiações que estavam previstas no planejamento anual da SAF. Pressionado pela torcida, o técnico Rogério Ceni não esconde a necessidade urgente de novos nomes.

Neste contexto, o calendário do futebol brasileiro oferece o cenário perfeito para uma intertemporada de reformulação: em virtude da Copa do Mundo de 2026, as competições nacionais ficarão paralisadas por cerca de 50 dias (entre 1º de junho e 22 de julho).

Com o elenco tricolor recebendo 15 dias de férias programadas antes de retomar os trabalhos táticos, a diretoria ganha o tempo necessário para ambientar novos reforços.

O primeiro deles, inclusive, já está garantido: o atacante argentino Alejo Vélis, comprado junto ao Tottenham por R$ 52 milhões, que se despediu oficialmente do Rosario Central na última semana e aguarda a abertura da janela.

Fator geográfico e o “efeito Everton Ribeiro”

Everton Ribeiro durante treino da Cidade Tricolor
Everton Ribeiro durante treino da Cidade Tricolor – Foto: Catarina Brandão/EC Bahia

Para o staff de Echeverri e para o City, um retorno à América do Sul pode ser o remédio para a falta de confiança. Jogar no futebol brasileiro deixaria Echeverri mais próximo de casa, sob os holofotes de uma liga altamente competitiva e com visibilidade direta para o técnico Lionel Scaloni na seleção argentina.

No esquema tático do Bahia, a vaga parece desenhada. O Esquadrão busca no mercado um meia com dinâmica de armação, drible curto e capacidade de quebrar linhas — características natas de Echeverri — para revezar ou eventualmente suceder o capitão Everton Ribeiro, oxigenando um setor que demonstrou nítidos sinais de desgaste físico e técnico nas últimas rodadas.

A grande questão para a torcida tricolor reside no histórico recente dessas operações. O caminho entre o City e a Cidade Tricolor já foi percorrido por outras jovens promessas que não vingaram na Europa, como Kayky, Diego Rosa e Caio Roque.

Trazer Echeverri seria o maior teste desse intercâmbio: recuperar um dos maiores projetos de craque do continente ou lidar com mais uma aposta que se perdeu na transição para o futebol profissional.



Fonte: A Tarde

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