A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta terça-feira (26) o registro da Ozivy, primeira caneta emagrecedora produzida no Brasil com semaglutida, princípio ativo utilizado no Ozempic.
O medicamento foi desenvolvido pela EMS, que informou que a previsão é de que a Ozivy chegue às farmácias brasileiras em um prazo de dois a três meses, com expectativa de comercialização até agosto.
A produção será realizada em Hortolândia, no interior de São Paulo, em uma fábrica que recebeu investimento de R$ 1,2 bilhão, segundo a empresa.
O preço oficial do medicamento ainda não foi divulgado. Estimativas do Itaú BBA apontam que as versões nacionais da semaglutida poderão custar até 50% menos que os medicamentos importados nos próximos anos. Inicialmente, porém, a expectativa é de redução de até 30%.
Atualmente, o Ozempic é comercializado por cerca de R$ 1.300, embora algumas farmácias ofereçam valores próximos de R$ 999 em promoções e programas de desconto.
A Ozivy foi registrada como medicamento similar, e não genérico. Nesse modelo, não existe exigência legal de desconto mínimo de 35% em relação ao medicamento de referência, como ocorre com os genéricos. A expectativa é que o desconto fique em torno de 20%.
A aprovação ocorreu após o vencimento da patente da semaglutida no Brasil, anteriormente pertencente à farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.
Segundo informações divulgadas, outros pedidos relacionados à produção e importação de semaglutida seguem em análise na Anvisa. A agência prevê um processo gradual de autorização de novos concorrentes até o fim de 2027.
A fabricação de canetas injetáveis exige controle rigoroso de esterilidade, monitoramento ambiental e microbiológico, além de testes específicos para garantir estabilidade durante o transporte refrigerado.
Empresas como Aché, Hypera e Cimed também estudam alternativas para atuar no segmento, incluindo parcerias internacionais e importação de medicamentos.
A semaglutida é utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, podendo contribuir para perda de até 15% do peso corporal. Outro medicamento da mesma categoria é o Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, que utiliza tirzepatida como princípio ativo.
Com informações do DCM