Novo golpe da “ligação muda” usa inteligência artificial para clonar voz de vítimas

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Um novo tipo de fraude telefônica vem sendo registrado no Brasil e utiliza chamadas silenciosas para capturar a voz de vítimas e, posteriormente, cloná-la com auxílio de inteligência artificial. O esquema, conhecido como “golpe do telefone mudo”, tem sido monitorado por forças de segurança em diferentes estados.

Segundo autoridades policiais, o golpe começa com ligações feitas por criminosos que permanecem em silêncio. O objetivo é registrar a primeira resposta da vítima, geralmente um simples “alô”. Após a gravação, a chamada é encerrada.

De acordo com o delegado Felipe Dias, coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética da Polícia Civil da Bahia, a gravação é utilizada para alimentar sistemas de inteligência artificial capazes de reproduzir a voz da vítima.

O material é então processado por softwares que simulam características vocais, permitindo a criação de diálogos com o mesmo tom de voz.

Após a clonagem, os criminosos utilizam a voz simulada em golpes de engenharia social, principalmente contra familiares da vítima. As abordagens incluem pedidos de transferência de dinheiro e solicitações de ajuda urgente.

As polícias civis de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal já emitiram alertas sobre esse tipo de crime desde o segundo semestre de 2025. Na Bahia, ainda não há dados consolidados sobre a incidência da fraude.

As autoridades recomendam que, ao receber ligações de números desconhecidos, o usuário evite responder imediatamente e aguarde a manifestação do interlocutor. Outra orientação é bloquear números que realizam chamadas silenciosas repetidas.

Em casos de pedidos suspeitos feitos por áudio ou ligação, mesmo quando a voz é reconhecida, a recomendação é encerrar a chamada e realizar uma nova ligação para o contato salvo na agenda.

O golpe se enquadra em um conjunto de fraudes digitais que vêm utilizando ferramentas de inteligência artificial para ampliar a sofisticação de crimes de engenharia social e aumentar a dificuldade de identificação por parte das vítimas.

As informações são do A Tarde



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