A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) fez um forte desabafo na comissão especial que pode pôr fim da escala 6×1 no Brasil durante votação do relatório final produzido pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) nesta quarta-feira, 27, na Câmara dos Deputados.
A parlamentar, que é autora da proposição, defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e diz que a iniciativa provém da dor da comunidade LGBTQIA+.
A matéria estava aí, mas foi a dor de uma bicha de balcão e uma luta insistente de uma travesti que deu voz a esta matéria, que popularizou esta pauta
Erika Hilton (PSOL-SP) – deputada federal
Em seguida, a psolista reconheceu o protagonismo do público, considerado minoritário, para o avanço da PEC no Congresso Nacional. O projeto ganhou força após a mobilização de Erika, e agora, também conta com apoio do governo Lula (PT).
“Esta conquista também estará na conta do movimento LGBTQIA+, na conta da luta das mulheres, que muitas vezes são olhadas como pautas que diminuem o debate de classe, que diminuem os debates prioritários, e agora somos nós, esses dissidentes, que temos liderado e protagonizado esta matéria”, disse a parlamentar.
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🇧🇷 “Foi a dor de uma ‘bicha de balcão’ e a luta de uma travesti que tiraram o fim da escala 6×1 do escanteio”, afirmou a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) nos debates finais da PEC na Comissão e ao lado de Rick Azevedo, vereador do Rio que popularizou a pauta e que anunciou ontem a… pic.twitter.com/6gaOmBwUQ4
— Eixo Político (@eixopolitico) May 27, 2026
O que prevê o relatório do fim da escala 6×1?
O relatório de Leo Prates estabelece uma transição gradual para a redução da jornada de trabalho.
Pela proposta, a carga horária semanal será reduzida em duas etapas de duas horas cada:
- 60 dias após a promulgação da PEC, a jornada cai de 44 para 42 horas semanais;
- 12 meses depois, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.
O texto também prevê que a obrigatoriedade de dois dias de descanso semanal entre em vigor 60 dias após a promulgação da proposta.
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Outro ponto do relatório permite que convenções coletivas ampliem a jornada diária para além de oito horas durante o período de transição de 12 meses, desde que o limite semanal de 42 horas seja respeitado.
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Embora a redução da jornada de trabalho seja vista com simpatia pelo ganho social, o levantamento acende um sinal amarelo: a maior parte da população teme os reflexos da medida na inflação, no fechamento de pequenas empresas e na geração de novos postos de trabalho.
Entre indecisos (10.4%) e contrários (33.4%), 43.8% se posicionam de forma cautelosa com relação ao tema, que deve mexer com a economia e a dinâmica das empresas e estabelecimentos comerciais.
O mesmo questionamento também mostra que 56.2% dos entrevistados são favoráveis.
Cautela no Congresso
Para 53.0% dos entrevistados, o Congresso só deve pautar o tema e aprovar as prováveis mudanças após a realização de um estudo aprofundado sobre os impactos da alteração, enquanto 42.3% dos entrevistados afirmam que não. Aqueles que não sabem responder são 4.6%.
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