O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), participou no sábado (30) da 40ª edição da tradicional Vaquejada de Formosa do Rio Preto, no Oeste baiano. Ao lado do presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado, João Roma, além de lideranças políticas da região, Neto destacou a importância da festa para a economia local e falou sobre os desafios que ainda impedem o pleno desenvolvimento do interior do estado.
Durante entrevista à imprensa, ACM Neto ressaltou o enorme potencial econômico do Oeste da Bahia, considerado uma das principais fronteiras agrícolas do país, mas afirmou que a região ainda enfrenta gargalos históricos por falta de planejamento e investimentos do governo estadual.
“O Oeste tem um potencial extraordinário para a agricultura e para a produção rural. O pequeno produtor precisa de apoio técnico, que praticamente deixou de existir na Bahia, precisa de crédito acessível, de irrigação e de condições para produzir. Já o médio e grande produtor precisam de infraestrutura, energia e agilidade no licenciamento ambiental. Hoje, por exemplo, o Oeste é um dos maiores produtores de algodão do Brasil, mas não consegue atrair indústrias para agregar valor à produção porque falta energia. Isso significa menos empregos e menos oportunidades para os baianos”, afirmou.

Segundo Neto, cada região da Bahia possui vocações específicas que precisam ser estimuladas por meio de planejamento estratégico e investimentos públicos. “Cada região da Bahia tem seu potencial. O que falta é uma visão de futuro do governo para transformar esse potencial em desenvolvimento, geração de emprego e renda para as pessoas”, acrescentou.
Ao comentar sua participação na vaquejada, ACM Neto destacou a importância da atividade para a preservação das tradições nordestinas e para o fortalecimento da economia dos municípios do interior. “A vaquejada faz parte da nossa história, da nossa cultura e das nossas tradições. Além disso, movimenta a economia, gera empregos diretos e indiretos, fortalece o comércio e o setor de serviços. Eventos como esse são fundamentais para o desenvolvimento do interior”, disse.
Durante a entrevista, ACM Neto também criticou a situação da saúde pública na Bahia, especialmente a fila da regulação e a falta de estrutura hospitalar no interior do estado. Ele também voltou a apontar a violência como um dos principais problemas enfrentados pelos baianos e afirmou que o avanço das facções criminosas tem provocado medo e insegurança em diversas regiões do estado.

Para enfrentar o problema da saúde, Neto defendeu a ampliação da rede hospitalar regional, parcerias com municípios e o fortalecimento da rede filantrópica e privada. Na segurança, ressaltou que a Bahia precisa adotar medidas que já apresentam resultados positivos em outros estados do país, como valorizar as polícias, investir em inteligência e tecnologia e ter um sistema prisional que efetivamente puna os criminosos.