Ex-padastro é condenado a mais de 43 anos pela morte de Henry Borel

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Decisão foi anunciada após 11 dias de julgamento |  Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Após 11 dias de julgamento, o II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel Medeiros, de 4 anos. A sentença foi lida na madrugada desta quinta-feira (4) pela juíza Elizabeth Machado Louro, encerrando o caso que mobilizou o país desde 2021.

Os jurados consideraram Jairinho culpado por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. De acordo com a decisão, ele deverá cumprir a pena em regime fechado. Além disso, foi condenado a pagar R$ 400 mil por danos morais ao pai do menino, Leniel Borel.

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Já Monique Medeiros, mãe de Henry, teve o resultado diferente. O Conselho de Sentença afastou a acusação de homicídio doloso e entendeu que o caso se enquadrava como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ela também foi responsabilizada por tortura por omissão e recebeu pena de 1 ano e 4 meses de detenção.

Como já havia permanecido presa preventivamente durante o andamento do processo, a punição foi considerada cumprida.

Decisão sobre Monique gera reação da família

Ao analisar a situação de Monique, a magistrada concedeu o perdão judicial e considerou extinta a punição. Na decisão, citou as consequências enfrentadas pela ré desde a morte do filho, incluindo o período de prisão preventiva e a exposição pública do caso.

Monique Medeiros acompanhada de sua advogada

Monique Medeiros acompanhada de sua advogada | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A decisão, no entanto, foi contestada pela assistência de acusação. Após o fim do julgamento, Leniel Borel afirmou que pretende recorrer do resultado envolvendo a ex-companheira.

“Nós vamos continuar lutando para anular essa absolvição da Monique. Eu já falei com meu advogado, e vou pedir ao Ministério Público que recorra da decisão”, declarou.

O advogado Cristiano Medina da Rocha, que atuou em nome da família de Henry, também informou que buscará reverter a decisão, alegando divergência na forma como os votos dos jurados foram interpretados durante o julgamento.

*Com informações da Agência Brasil.

Fonte: A Massa

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