Família denuncia hospital por negligência em atendimento a mulher que morreu cerca de 20 horas pós-parto na Bahia

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Familiares de Ana Paula Cerqueira, de 33 anos, denunciaram o Hospital Municipal Sagrada Família, em Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, por suposta negligência médica após a morte da paciente cerca de 20 horas depois do nascimento de seu segundo filho.

A família registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas e pede a apuração das circunstâncias que envolveram o atendimento prestado à gestante.

Segundo relatos dos familiares, Ana Paula deu entrada na unidade hospitalar no dia 23 de maio com fortes dores. De acordo com a família, os profissionais de saúde foram informados de que a gravidez era de alto risco e de que a paciente apresentava pressão arterial elevada.

Ainda conforme os familiares, mesmo diante dessas condições, a equipe médica aguardou a evolução do trabalho de parto para a realização de parto normal.

A irmã da gestante, Beatriz Faria, afirmou que Ana Paula continuou apresentando fortes dores após o nascimento do bebê. A família relata que as queixas da paciente não teriam recebido a devida atenção e que o recém-nascido precisou receber oxigênio após o parto.

Segundo os familiares, a mulher também relatava dores intensas pelo corpo e dormência nas mãos durante o período em que permaneceu internada.

O atestado de óbito emitido pelo hospital apontou causa da morte indeterminada.

O advogado da família, Luciano Machado, informou que medidas estão sendo adotadas para apurar a conduta da unidade de saúde e as circunstâncias que antecederam a morte da paciente.

Em nota, o Hospital Municipal Sagrada Família informou que Ana Paula apresentava condições clínicas compatíveis com uma gestação de alto risco e que recebeu assistência integral da equipe médica durante o atendimento.

A unidade acrescentou que, após o parto, a paciente evoluiu para um quadro clínico grave, que resultou em seu falecimento. O hospital informou ainda que não divulgará outros detalhes sobre o caso em respeito ao sigilo profissional, à legislação vigente e à privacidade da paciente.

O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes.

Com informações do G1 Bahia



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