Block no Tigrinho: como usar plataforma do governo para bloquear conta em todas as bets

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O governo federal disponibilizou uma plataforma de autoexclusão que permite aos cidadãos bloquearem voluntariamente o acesso a sites de apostas online autorizados no país. A ferramenta foi lançada no fim de 2025 e voltou a ganhar destaque com a campanha nacional “Dê Block no Tigrinho”, que busca alertar sobre os impactos financeiros e emocionais relacionados às apostas.

Por meio da plataforma, os usuários podem solicitar gratuitamente a restrição de acesso às casas de apostas, impedindo novas participações durante o período escolhido. Para utilizar o serviço, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.

Após o login, o usuário deve definir o prazo de autoexclusão, que pode variar de um a 12 meses. Também existe a opção de bloqueio por tempo indeterminado. De acordo com as regras da plataforma, o período selecionado não pode ser alterado após a confirmação da solicitação.

Durante o processo, o cidadão pode informar o motivo da autoexclusão. Entre as opções disponíveis estão decisão voluntária, dificuldades financeiras, recomendação de profissional de saúde, perda de controle sobre o jogo e questões relacionadas à saúde mental. Também é possível concluir o procedimento sem apresentar justificativa.

Para finalizar a solicitação, o usuário deve aceitar os termos de uso, conferir os dados cadastrais e confirmar o pedido. Em seguida, o sistema emite um comprovante de registro da autoexclusão.

Além do bloqueio voluntário, a plataforma oferece ferramentas de orientação para os usuários. Uma delas é um questionário destinado a avaliar o nível de controle sobre os jogos de apostas, permitindo que o próprio cidadão ou familiares identifiquem possíveis sinais de comportamento de risco.

O portal também disponibiliza acesso ao Autoteste de Saúde Financeira, desenvolvido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com o objetivo de auxiliar na avaliação da situação financeira dos participantes.

Para pessoas que enfrentam problemas relacionados à saúde mental em decorrência das apostas, o governo orienta a busca por atendimento na rede pública de saúde. O suporte pode ser encontrado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa integra as ações voltadas ao jogo responsável e à proteção de usuários que desejam limitar ou interromper a participação em plataformas de apostas esportivas e jogos online.

Com informações da Revista Fórum



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