Entenda aparição de baleia-jubarte em Salvador antes da temporada

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A primeira baleia-jubarte em período de reprodução da temporada foi avistada na Baía de Todos-os-Santos, próximo ao Forte de São Marcelo, em Salvador, nesta quarta-feira, 10.

O registro ocorreu semanas antes da época em que as gigantes costumam aparecer na região, já que o período oficial de avistamento ocorre entre julho e outubro. No entanto, a aparição não é incomum.


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O portal A TARDE conversou com Gustavo Rodamilan, médico veterinário coordenador do Projeto Baleia Jubarte, que explicou que a chegada do mamífero nas águas baianas, mesmo antes do tempo comum, é biologicamente natural.

“A gente está falando de biologia. As baleias não podem vir para Bahia só em julho ou outubro, sempre chegam antes. A gente fala que são as apressadinhas da festa”, brincou o especialista.

No registro, estava um animal juvenil-adulto, mas não é possível identificar a idade precisa, nem o sexo do animal.

Veja vídeo:







Viu uma baleia de perto? Saiba como agir

O vídeo em questão foi feito de forma segura, em cima de um píer, mas não é incomum que, em alta temporada, os animais sejam vistos por pessoas que estão no mar.

Rodamilan garante que, mesmo nessas situações, o risco é mínimo, pois as baleias não costumam ser agressivas. O problema real está no tamanho do animal que, quando adulto, mede entre 12 e 16 metros de comprimento e pesa entre 35 e 40 toneladas.

“É um animal muito grande e de difícil locomoção. Ele faz a navegação de forma lenta, mas muito abrangente, não é tão ágil como um golfinho […] gosta de pular, é um animal que gosta de bater a cauda”, exemplificou.

Desta forma, para garantir a segurança, a recomendação é manter uma distância de, pelo menos, 100 metros do mamífero.

“É uma área segura para o animal e para pessoa. Não é perigoso no sentido de que a baleia vai morder, mas porque se ela estiver nadando e bater a calda em uma canoa havaiana, por exemplo, pode quebrar. Aí a pessoa vai ficar à deriva, pode afundar ou coisa do tipo”, explicou.

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Como funciona o avistamento de baleias?

Cerca de 30 mil gigantes migram das águas geladas da Antártida para se reproduzir e amamentar seus filhotes nas águas mais quentes do Atlântico Sul, especialmente nas proximidades do Banco dos Abrolhos, considerado o maior berçário da espécie em todo o hemisfério sul. Esse fenômeno transforma o litoral baiano em um dos principais destinos de turismo de natureza do Brasil.

Em Salvador, entre julho e outubro, há um ponto fixo no Museu Náutico da Bahia, no Farol da Barra, onde são oferecidos binóculos para moradores e turistas que desejam acompanhar as aparições. Na temporada passada, apenas no Farol da Barra, foram registrados 1.420 avistamentos de baleia.

“A gente convida as pessoas a procurar as baleias com a gente, com binóculos. A gente oferece os binóculos para que as pessoas vejam as baleias também com a gente, se elas aparecerem, porque não tem como afirmar que vão aparecer”, convidou Gustavo.

Com saltos acrobáticos e cantos, as gigantes podem ser vistas em diversos pontos do litoral baiano, oferecendo aos visitantes uma experiência única de conexão com a natureza. Neste ano, o local contará também a exposição Salvador das Baleias, a partir do dia 14 de julho.

Com a chegada da temporada, as operadoras turísticas vão começar a lançar programações, além dos projetos promovidos pela Prefeitura de Salvador e Governo do Estado, que funcionam como fomentadores do turismo náutico e valorização da preservação ambiental.

Cuidados durante turismo de observação de baleias

  • É essencial respeitar o limite de distância de 100 metros para a aproximação ativa aos animais, bem como o limite de duas embarcações por grupo de baleias por vez;
  • Embarcações rápidas aumentam o risco de colisões e a probabilidade de morte dos cetáceos, uma vez que há menos tempo para o barco manobrar e para as baleias saírem do caminho, além de produzirem mais ruído, o que pode perturbar os animais;
  • É proibido perseguir, com motor ligado, qualquer baleia por mais de 30 minutos, mesmo que as distâncias estipuladas estejam sendo respeitadas.
  • Não se deve interromper o curso de deslocamento de qualquer cetáceo de qualquer espécie, tentar alterar seu curso ou dispersar o grupo.
  • Não é possíve aproximar-se de um indivíduo ou grupo de baleias que já esteja submetido, no mesmo momento, à aproximação de duas embarcações.
  • É proibido mergulhar ou nadar com qualquer espécie de baleia.
  • A aproximação de qualquer aeronave aos cetáceos em altitude inferior a 100m sobre o nível do mar também não está permitida.



Fonte: A Tarde

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