Salvador recebe neste sábado, 14, uma programação que promete reunir diferentes linguagens, ritmos e expressões corporais em um mesmo palco. A IV Mostra Tabuleiro da Dança | Edição Nacional acontece às 17h, no Espaço Xisto Bahia, nos Barris, com entrada gratuita e apresentações de artistas da Bahia, Sergipe e Rio de Janeiro.
Com obras que transitam entre dança contemporânea, samba, capoeira, funk, valsa popular e matrizes afro-brasileiras, o evento propõe um mergulho em temas como ancestralidade, espiritualidade, juventude negra, memória histórica, pertencimento e resistência.
A programação inclui solos, duos, apresentações coletivas e termina com um baile aberto ao público.
Realizada pela Água de Levante, a mostra chega à edição de 2026 após ser contemplada pelo Programa de Apoio a Ações Continuadas 2025 – Dança, com apoio da Fundação Nacional de Arte (FUNARTE), vinculada ao Ministério da Cultura.
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Ao longo de duas décadas de trajetória, o projeto tem se consolidado como um espaço de circulação artística e valorização da produção da dança brasileira.
Além das apresentações, a iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso à cultura ao oferecer acessibilidade em LIBRAS e Audiodescrição para o público.
Ancestralidade, memória e resistência ocupam o palco
Entre os destaques da programação está “Corpos que Ficam”, da Nu Tempo Dance Company, de Sergipe. Interpretada por Cal Rios e Ana Góes, com coreografia de Everaldo Pereira, a obra investiga as marcas deixadas pelo tempo nos corpos e os legados transmitidos entre gerações.
A ancestralidade também conduz “Liberdade ao Cativo”, solo apresentado pelo artista Roberto Silva, integrante da Cambaio Companhia de Dança, do Rio de Janeiro.
Já a memória e os afetos aparecem como elementos centrais em “Pequena Memória para um Tempo Sem Memória”, criação e interpretação das artistas baianas Sol Lôbo e Renata Marise.
Dança contemporânea encontra samba, capoeira e funk
Outro momento aguardado da mostra é o solo “Meu Guri”, do dançarino carioca Werlem Goitacá. A apresentação estabelece um diálogo entre dança contemporânea, samba, capoeira e funk para construir uma narrativa sobre juventude negra, escassez, pertencimento e resistência, aproximando diferentes linguagens corporais e culturais.
A espiritualidade também ganha espaço na programação por meio de “Um Canto de Fé”, obra de Nina Flora Sacramento que celebra a força da fé como prática de proteção, conexão com o sagrado e resistência cultural.
Grupo leva tradição da valsa popular para a mostra
Representando uma das expressões culturais mais conhecidas das periferias de Salvador, o Grupo de Valsa Por Amor integra a programação com uma apresentação inspirada na tradição construída nas comunidades de Cajazeiras e bairros vizinhos.
Reconhecido por unir a valsa popular aos ritmos contemporâneos presentes nas periferias, o coletivo utiliza a dança como ferramenta de pertencimento, formação artística e transformação social.
A participação do grupo amplia o diálogo entre manifestações populares e linguagens contemporâneas presentes na mostra.
Encerramento terá baile aberto ao público
Após as apresentações, artistas e espectadores serão convidados a continuar a experiência no Baile Latino, conduzido por Maristela Lins e DJ Keu.
A proposta transforma o encerramento em um momento de celebração coletiva, aproximando público e artistas em uma experiência que ultrapassa os limites do palco e reforça a dança como espaço de encontro.
IV Mostra Tabuleiro da Dança | Edição Nacional
- Quando: 14 de junho de 2026, às 17h
- Onde: Espaço Xisto Bahia – Barris, Salvador (BA)
- Entrada gratuita
- Acessibilidade: LIBRAS e Audiodescrição