Brasil falhou na criação e acabou empatando
A espera de quatro anos chegou ao fim, mas a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 passou longe de empolgar o torcedor. Neste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, o Brasil ficou apenas no empate por 1 a 1 com o Marrocos e começou a caminhada em busca do hexacampeonato deixando mais dúvidas do que certezas.
A equipe comandada por Carlo Ancelotti teve dificuldades durante boa parte da partida, especialmente na criação de jogadas e na saída de bola. Apesar de contar com grandes estrelas, a Seleção esbarrou nos próprios erros e precisou de um lance genial de Vinícius Júnior para evitar uma derrota logo na estreia, que seria consumada por um gol de Saibari.
Marrocos pressionou e castigou os erros brasileiros
O primeiro tempo foi complicado para o Brasil desde os minutos iniciais. Organizado, intenso e sem qualquer receio de enfrentar uma das favoritas ao título, o Marrocos pressionou a saída de bola brasileira e encontrou muitos espaços no meio-campo.
A Seleção acumulou erros de passe e teve dificuldade para controlar a posse. O castigo veio após uma sequência de falhas. Ibañez tentou um passe pelo centro para Lucas Paquetá, que errou o domínio e perdeu a bola. Na sequência, Mazraoui encontrou Brahim Díaz livre, que lançou Saibari em velocidade.
Leia Também:
O atacante marroquino mostrou categoria ao encobrir Alisson e marcar um belo gol, abrindo o placar para os africanos.
O gol abalou ainda mais o Brasil. Aproveitando o momento, o Marrocos seguiu em cima e quase ampliou em oportunidades desperdiçadas por Hakimi e Brahim Díaz.
Vini salva a Seleção
Quando a situação parecia se complicar, apareceu o talento de Vinícius Júnior.
Aos poucos, o camisa 7 foi chamando a responsabilidade. Em uma das poucas jogadas de qualidade da Seleção no primeiro tempo, Bruno Guimarães encontrou Vini pela esquerda. O atacante driblou a marcação e acertou um chute indefensável no ângulo para empatar a partida.
Foi um gol que mudou o clima do jogo e deu novo ânimo ao Brasil. Depois disso, o confronto ficou mais aberto, com chances para os dois lados até o intervalo.
Segundo tempo travado e pouca criatividade
Se a etapa inicial teve emoção, o segundo tempo foi marcado por muita disputa e pouca inspiração.
O jogo ficou truncado, com muitas faltas, disputas físicas e dificuldades para as duas equipes criarem oportunidades claras. O Brasil tentou pressionar em busca da virada, teve mais posse de bola e rondou a área marroquina, mas voltou a esbarrar em um velho problema: a falta de eficiência no último passe.
A equipe de Ancelotti até conseguia chegar perto da área adversária, mas pecava na hora de concluir as jogadas. Cruzamentos sem direção, passes errados e pouca movimentação dificultaram a construção das chances.
Do outro lado, o Marrocos administrou o resultado e apostou nos contra-ataques para assustar a defesa brasileira.
No fim, o empate acabou refletindo um pouco do que foi o duelo: um Brasil que teve a bola por mais tempo, mas que produziu menos do que se esperava diante de um adversário organizado e competitivo.
Estreias costumam ser positivas para o Brasil
Historicamente, a Seleção Brasileira costuma largar bem em Copas do Mundo. Antes do duelo deste sábado, o Brasil havia estreado em 22 Mundiais, com 18 vitórias, três empates e apenas uma derrota.
Nas últimas cinco Copas, o retrospecto também era positivo. A Seleção venceu a Croácia em 2006, a Coreia do Norte em 2010, a Croácia novamente em 2014 e a Sérvia em 2022. A única estreia sem triunfo nesse período havia sido o empate por 1 a 1 com a Suíça, em 2018.
Agora, o Brasil terá pouco tempo para corrigir os erros e buscar a primeira vitória no Mundial. Afinal, quem sonha com o hexacampeonato sabe que atuações como a deste sábado dificilmente serão suficientes para levar a taça para casa.