O presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro, reforçou, nesta quinta-feira, 2, ainda na concentração para o início do tradicional cortejo de comemoração da independência do Brasil na Bahia, na Lapinha, o teor político da data, que se torna ainda mais evidente em ano eleitoral.
Peça importante na organização do desfile, Guerreiro citou o uso do desfile como termômetro popular para os candidatos, ressaltando também que todo o contexto histórico que envolve o processo que culminou na expulsão dos colonizadores do Brasil tem, de certo modo, uma veia política.
“Estou trabalhando no 2 de Julho como gestor da Fundação Gregório de Matos há mais de uma década, e eu tenho percebido que a cada ano a festa tem ganhado força de novo, cada ano mais pessoas estão vindo para o percurso, mais estudantes. Então, é muito importante que esteja ressignificando que é a independência do Brasil na Bahia, isso também é muito importante”, iniciou Fernando Guerreiro, que completou:
A gente está em ano de eleição. Esse desfile tem um forte conotação política, os candidatos testam a temperatura, e já faz parte da festa
Fernando Guerreiro – presidente da FGM
Leia Também:
Seleção Brasileira altera tradição
Fernando Guerreiro também lembrou que o jogo da Seleção Brasileira contra a Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no domingo, 5, alterou uma das principais tradições da festa, que é a volta da Cabocla, que agora acontecerá no sábado, 4.
“De tarde, a segunda parte do desfile, teremos uma grande novidade: o caboclo volta para a casa mais cedo. Normalmente, o caboclo volta dia 5, mas como tem jogo do Brasil no dia 5, o caboclo volta dia 4. Antecipando a volta, teremos um show especial com Mariene de Castro, que é uma cantora muito relacionada ao caboclo”, explicou.