Entre a multidão que toma o bairro da Liberdade às 7h desta quinta-feira, 2 de Julho, encontramos Zenaide Souza dos Santos, de 56 anos.
Para ela, o 2 de Julho não é apenas uma data no calendário; é uma tradição de vida. Moradora do Rio Sena, Zenaide mantém viva a prática de trabalhar nas festas populares da Bahia há 40 anos.
“Em nome do Senhor, são 40 anos já nessa. Todas as festas eu estou aqui trabalhando”, conta, enquanto prepara o café e os pastéis que alimentam os foliões e devotos.
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Madrugada na Liberdade e devoção ao Caboclo
Para Zenaide, estar na Liberdade desde cedo — ela conta que chegou ontem, 1, às 21h para organizar tudo — é sinônimo de gratidão e celebração.
“É felicidade, né? Estar com saúde e ver as coisas boas da nossa terra, que é o Caboclo”, diz. Recentemente, no dia 25 de junho, a baiana celebrou seu aniversário, renovando as energias para mais um ano de batalha.

A engrenagem invisível da Independência da Bahia
O trabalho árduo durante o desfile tem um objetivo claro: o sustento da família e a melhoria da sua pequena “biboquinha” em casa.
“Estou juntando para comprar um freezer, eu creio que o Senhor vai me dar. Os filhos cada um botou uma pontinha e vou correndo atrás”, relata com otimismo.
A história de Zenaide é o reflexo de milhares de trabalhadores que, como ela, fazem a engrenagem do 2 de Julho girar, unindo fé, sobrevivência e o orgulho de ser baiano.