O técnico Carlo Ancelotti concedeu entrevista coletiva depois da eliminação do Brasil para a Noruega, e afirmou estar “profundamente triste” com o resultado do jogo. O comandante explicou o comportamento reativo da Seleção Brasileira e tentou apaziguar o clima, destacando que “uma derrota é o começo de uma nova aventura”.
Eu acho que o Brasil, com esse elenco, podia competir até o final dessa Copa do Mundo.
Carlo Ancelotti
“É óbvio que estamos profundamente tristes. Eu acho que a equipe, até agora, fez não um Mundial espetacular, mas um bom Mundial. Eu acho que merecemos ganhar, mas quando passa um momento assim, você tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura, de uma nova temporada, temos que seguir trabalhando, melhorando, encontrar novas ideias, eu creio que não é o fim, é o início de um novo ciclo, essa derrota”, disse Carlo Ancelotti em entrevista coletiva.
Fora do controle de jogo
O Brasil terminou a partida com apenas 35% de posse de bola. Questionado sobre o comportamento reativo da Seleção, o treinador explicou o motivo de não utilizar a marcação em pressão alta durante o jogo.
“Era muito mais complicado fazer pressão alta, porque a Noruega metia muitos jogadores atrás, baixava muito de guarda, então fazer uma pressão muito alta era um risco para a velocidade no um contra um”, disse Ancelotti.
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Foi bonito?
Apesar de admitir o sentimento de decepção, o treinador destacou a campanha da Seleção Brasileira como “uma experiência muito bonita”.
“O trabalho foi bom, o futebol é assim, o esporte é assim, às vezes você tem que manejar a tristeza de uma derrota, estou bastante acostumado a isso, vamos manejar essa derrota com um novo impulso no trabalho e na evolução dos jogadores”, comentou.
“É uma experiência, por minha parte, decepcionante pelo resultado, óbvio, porque estamos muito tristes, mas é uma experiência que foi bonita, criou um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que trabalharam muito bem, que criaram um bom ambiente. Eu acho que o esforço de hoje não se merecia perder, mas temos que evoluir também”, completou.