A cidade de Conceição do Coité está em festa pela passagem dos 93 anos de emancipação política e administrativa, celebrados nesta terça-feira, 7 de julho. A data seria motivo para a tradicional queima de fogos de artifício, mas, pelo menos na programação da tarde, não havia nenhum evento que justificasse tantos estampidos. Para quem ficou se perguntando o motivo de tanto barulho, a explicação veio do outro lado do mundo: o jogo entre Argentina e Egito, que valia vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.
Os primeiros fogos foram ouvidos nos dois gols marcados pelo Egito, resultado que, naquele momento, eliminava a seleção argentina, desejo de boa parte dos brasileiros e, certamente, de muitos coiteenses. No entanto, a equipe comandada por Lionel Messi reagiu e marcou três gols quando faltavam menos de 20 minutos para o apito final, garantindo a virada e a classificação. Com isso, os fogos voltaram a tomar conta da cidade, desta vez em comemoração dos coiteenses apaixonados pela Argentina.
Um deles é o representante comercial Delton, mais conhecido como Cazuza. Vestindo uma camisa oficial da Associação do Futebol Argentino (AFA), ele fez questão de ir até a Praça da Matriz para celebrar a classificação da equipe, que segue na busca pelo quarto título mundial e pelo bicampeonato consecutivo, feito inédito para os argentinos após a conquista de 2022.
Em entrevista ao Calila Notícias, Cazuza contou que a paixão pela seleção argentina começou ainda na infância, durante a Copa do Mundo do México, em 1986. Segundo ele, comprava chicletes na esperança de encontrar a figurinha de Diego Maradona. Desde então, passou a acompanhar de perto tudo relacionado à equipe.
“Aqui em Coité tem alguns torcedores que até vestem a camisa, mas, modéstia à parte, posso me considerar o mais fiel. Acompanho tudo sobre a seleção, conheço os jogadores, suas posições e até os atletas que vêm sendo revelados e podem vestir a camisa da Argentina no futuro”, afirmou.
Cazuza disse ainda que já assistiu a diversos jogos da seleção argentina pela Copa América e teve a oportunidade de comemorar ao lado dos “hermanos”, empunhando a bandeira argentina nas arquibancadas.
Delton garante que é um tipo de comemoração pessoal e sem intenção de provocar, no entanto, diz que não é uma torcida difrente do Bahia, clube do coração, que acaba respondendo provocações, mas dentro de muito respeito. “Recebi muitas mensagens de pessoas que nem conheço e nem sei como conseguiram meu número, na hora que a Argentina estava perdendo, recebí muitas provocações, mandando eu retirar os gols do Egito, outras coisas absurdas”, finalizou.
Em Feira de Santana tem alguém que certamente é mais torcedor da Argentina que Cazuza
Baiano torcedor da Argentina pinta casa nas cores da seleção