Após perder o braço, Andrei revela que não conseguiu aposentadoria

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Andrei viveu caso marcante em parque de Cajazeiras |  Foto: Luiza Nascimento/Ag. A TARDE

O jovem Andrei Peroba, que teve o braço amputado após um acidente em um parque de diversões instalado no Campo da Pronaica, em Cajazeiras X, em fevereiro de 2024, continua na luta pela aposentadoria. Segundo o garoto, ele continua “vivendo de bico”.

Antes da audiência de instrução criminal do caso, que ocorre nesta quarta-feira (8), no Fórum Ministro Adhemar Raymundo da Silva, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), ele afirmou ao Grupo A TARDE que ainda não conseguiu se aposentar e continua enfrentando dificuldades pra se sustentar.

Segundo Andrei, a situação financeira se agravou porque o benefício previdenciário ainda não foi concedido de forma definitiva. “Continuo vivendo de bico. E agora a situação complicou mais ainda, porque não consegui me aposentar”, relatou.

Além da expectativa por um avanço no processo, o jovem também cobra o cumprimento da decisão judicial que determinou o fornecimento de uma prótese mecânica.

“Pela minha convicção e pela minha fé em Deus, acho que esse caso já deveria ter sido resolvido. Porque eu perdi um membro e a justiça foi feita quando foi mandado que os autores arcarem com a obrigação que é a liminar que o juiz deu,”, afirmou.

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Audiência anterior

Em março deste ano, o dono do parque e o operador do brinquedo fecharam uma transação penal — acordo firmado entre os acusados e a Justiça que evita o prosseguimento da ação penal mediante o cumprimento de determinadas condições. Como parte desse acordo, foi determinado o pagamento de cinco salários mínimos a uma instituição de caridade.

“Nesse acordo entre eles, que não diz respeito a Andrei, portanto, o Andrei não recebeu um centavo desse valor, foi determinado que eles deveriam pagar cinco salários mínimos para uma instituição de caridade. Então, eu destaco que esse valor não é destinado a Andrei e também não depende do nosso aceite.”, esclareceu o advogado Bruno Moura.

Esfera criminal

Sobre a audiência desta quarta-feira (8), o advogado Bruno explicou que a expectativa é de que a esfera criminal do caso seja definida. Já a questão da prótese integra a ação cível, na qual já existe uma decisão judicial determinando o custeio do equipamento, mas que ainda não foi cumprida.

Advogado Bruno Moura

Advogado Bruno Moura | Foto: Luiza Nascimento/ Ag. A TARDE

“A expectativa é que hoje a questão criminal seja definitivamente resolvida, na esfera cível, parte já foi resolvida no que diz respeito a essa prótese, já existe decisão e não foi cumprida, mas pode ser que haja uma primeira audiência na esfera cível para discutir ali a questão de danos morais, de dano estético e demais pedidos”.

Relembre o caso

No dia do acidente, Andrei estava no parque com a irmã de 17 anos e a prima de nove, após sair do trabalho. Eles embarcaram no brinquedo estilo pêndulo chamado “Intoxx”, quando, de repente, o equipamento despencou e atingiu o chão.

Andrei teve o braço esmagado e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado em estado grave ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde precisou ficar internado e entubado. Sua irmã, Andreia, também se feriu, mas teve apenas lesões leves e foi liberada após atendimento no Hospital Eládio Lasserre.

Fonte: A Massa

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